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Henry Nowak: assassinato de jovem causa revolta no Reino Unido

Tumultos acabaram com 11 policiais feridos e dois manifestantes presos.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Henry Nowak jovem assassinado
Fonte da imagem: Reprodução

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As ruas da Inglaterra foram tomadas por protestos motivados pelo assassianto de Henry Nowak.

O jovem de 18 anos foi esfaqueado por um sikh, etnia indiana. Assim que policiais chegaram ao local, eles trataram a vítima como criminoso por acusação de racismo.

Um vídeo feito pela câmera corporal de um dos agentes mostra o jovem sendo algemado enquanto agonizava.

Ele chega a dizer que foi esfaqueado e não conseguia respirar, porém o policial apenas responde dizendo “eu acho que não, amigo”.

Protestos foram marcados por confrontos com a polícia

A frase tem sido utilizada pelos manifestantes, lembrando o que aconteceu na morte de George Floyd em 2020, que deu início a uma série de protestos violentos nos EUA.

Apesar do pai de Nowak ter apelado para que o assassinato não servisse para "criar mais divisão, ódio ou tensão", houve confrontos.

Na cidade de Southampton, participantes dos protestos atiraram cadeiras, pedras, sinalizadores e até mesmo grades de proteção contra os agentes.

Até uma caçamba em chamas chegou a ser jogada na direção dos policiais. As autoridades responderam com jatos de água e escudos.

Os confrontos acabaram com 11 policiais feridos e ao menos dois manifestantes presos.

Polícia é acusada de privilegiar a vida de minorias

O líder do Partido Reformista, Nigel Farage, afirma que os policiais estão sendo instruídos a tratar grupos étnicos de maneira diferente.

Em um discurso no parlamento, ele disse que o país tem um “policiamento de dois níveis”, privilegiando minorias e imigrantes.

Em um vídeo que divulgou nas redes sociais após a morte do jovem, Farage afirmou que os agentes têm mais medo de serem taxados de racistas do que de permitir uma morte

Na publicação ele elogia a família do jovem morto, porém defende que a população reaja com “raiva pura e fria”.

O medo de ser chamado de racista foi maior do que a disposição para lidar com o assassinato de Henry Nowak. Devemos responder a isso com uma indignação fria e implacável. O modo de vida histórico da Grã-Bretanha está sendo descartado.”

O primeiro-ministro trabalhista Keir Starmer disse que Farage está explorando a morte do jovem para dividir o país.

Em suas palavras, isso é imperdoável, principalmente por causa do posicionamento da família.

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Não é a primeira acusação contra a polícia britânica

Essa não é a primeira vez que a polícia britânica é acusada de fazer vista grossa para crimes cometidos por imigrantes e minorias.

Ano passado, diversos imigrantes paquistaneses foram presos por participarem de gangues de estupradores de menores.

Em diversas ocasiões, a polícia fez vista grossa para os casos para evitar conflitos raciais e processo por racismo.

Pais que se queixavam ouviram que suas filhas estavam exercendo sua liberdade sexual e chegaram a ter problemas por tentarem salvá-las

Até as vítimas chegaram a ser culpabilizadas, como uma garota de 10 anos que teve assistência negada após ser classificada como prostituta pelo serviço social.

A mídia também se recusava a investigar as denúncias com medo de ser tachada de racista.

Esses crimes persistiram por vários anos até que o escândalo veio à tona, alimentando a revolta dos britânicos.

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