Saiba como ajudar gestantes em situação de risco

Redação Brasil Paralelo
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9/5/2022
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A gestação é um período acompanhado de muitas alegrias e expectativas para a mulher. No entanto, é um momento sensível que pode gerar aflição e ansiedade, especialmente para mães em situação de vulnerabilidade emocional, social ou material. O apoio emocional na gravidez é crucial para garantir um bom desenvolvimento da criança.

Conheça os principais problemas psicológicos associados à gravidez e saiba como ajudar gestantes em situação de risco.

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Como lidar com o emocional na gravidez?

A gravidez é um processo que traz diversas mudanças para a mulher. Da vida que está sendo gestada em seu ventre, às mudanças físicas e transformações emocionais. A preparação para receber um novo membro da família é, em geral, um momento de alegrias e uma experiência especial para a mulher.

No entanto, o processo pode gerar apreensão, incertezas e, nos piores casos, ansiedade ou depressão.

É importante garantir apoio emocional na gravidez para a gestante. Nos três primeiros meses, o medo e a insegurança quanto à saúde de bebê é um dos problemas que mais aflige o psicológico da mulher.

O apoio do marido, da família e de profissionais de saúde é uma forma de garantir que o processo corra bem.

Com o avanço dos meses e com as mudanças físicas mais visíveis, surgem novas questões. Os medos mais comuns são inseguranças quanto a capacidade de ser mãe ou se tudo realmente está pronto para a chegada da nova vida.

Os medos e as apreensões que surgem podem acarretar em problemas psicológicos associados a gravidez.

O psicológico de uma gestante

A ansiedade é um dos problemas emocionais mais comuns. Na gravidez, a mulher passa por várias emoções diante das transformações provocadas pelas alterações hormonais e físicas. Caso esse problema não seja adequadamente abordado, pode desenvolver-se para quadros mais graves, chegando até a uma depressão.

A doença traz riscos à saúde da mulher e do bebê. Em geral, um quadro de depressão na gravidez interfere:

  • no comprometimento da mulher com o processo pré-natal;
  • no comprometimento da mulher com os exames médicos necessários;
  • na alimentação que é crucial para o desenvolvimento saudável do bebê;
  • na relação que a mãe cria com o filho.

Há poucos estudos sobre a depressão neste momento específico da vida da mulher. Isso porque quando se fala em depressão na gravidez, sintomas são praticamente os mesmos de outros períodos.

É importante o acompanhamento médico para garantir à gestante apoio emocional na gravidez.

Quais os sintomas emocionais da gravidez?

A depressão na gravidez, a ansiedade e outros problemas emocionais podem ser identificados precocemente. O tratamento adequado pode ser integrado à rotina de cuidado pré-natal da mulher.

Os principais sintomas de depressão na gravidez são:

  • sentimentos de culpa;
  • sentimentos de desvalorização e sensação de inutilidade;
  • tristeza constante;
  • desinteresse por atividades que costumavam dar prazer; 
  • falta de apetite;
  • isolamento do contato social;
  • pouca energia e fadiga;
  • insônia;
  • crises de choro;
  • raiva ou irritabilidade;
  • ansiedade.

Em quadros mais graves, a depressão pode inclusive causar ataques de pânico na mulher. O acompanhamento e apoio familiar, aliado ao tratamento médico, é essencial para essa etapa.

O tratamento médico prevê psicoterapia para quadros leves e moderados e medicação para os mais graves.

O médico pode tentar relaxamento, fitoterapia, atividades físicas ou outras estratégias terapêuticas antes de partir para a medicação.

Alguns quadros podem favorecer o risco de depressão na gravidez. Se a mulher se encaixar em algum deles, é importante a observação e o acompanhamento precoce.

Fatores de risco para a depressão na gravidez

  • gravidez inesperada;
  • histórico pessoal ou familiar de depressão ou outra doença mental;
  • abuso ou violência doméstica;
  • aborto;
  • complicações na gravidez ou malformação do feto;
  • problemas financeiros;
  • desemprego;
  • uso de substâncias psicoativas;
  • ausência de rede de apoio ou do parceiro;
  • morte de algum ente querido.

É possível evitar problemas emocionais na gravidez?

O fruto de toda gravidez é a vida, mas nem sempre ela é esperada. Muitas vezes, a realidade da mãe é adversa para a gestação. Tudo isso pode agravar os problemas emocionais e expor grávidas, que já estavam em uma situação fragilizada, a um risco muito maior.

A gravidez indesejada pode ser fruto de um abuso ou de violência sexual, isto, em muitos casos, faz com que mulheres procurem clínicas clandestinas de aborto para lidar com a situação. O risco sempre é muito alto.

Uma vida necessariamente será tirada e nos piores casos podem ser duas. Fora as sequelas associadas ao processo.

Há um trabalho pouco conhecido, de pessoas dedicadas e silenciosas que buscam justamente essas mulheres em situações de risco.

Conheça as Organizações de Apoio à Vida

As instituições de apoio à vida são organizações não governamentais dedicadas ao apoio de mulheres, gestantes e famílias em situação de risco. Uma delas é o Cervi, eles descrevem seu trabalho do seguinte modo:

“Nossa missão é acolher e atender mulheres, casais e famílias que se surpreenderam com a notícia de uma gravidez inesperada. Abraçar e orientar mulheres vítimas de abuso, violência sexual e/ou doméstica. Cuidar e oferecer suporte a mulheres que já passaram por um aborto, seja ele provocado ou espontâneo. Nós trabalhamos no fortalecimento de vínculos familiares, reinserção no mercado de trabalho, autoestima e geração de renda. Valorizando a opção pela vida”.

Gestantes, mães, famílias e crianças são atendidas em suas necessidades básicas, emocionais e práticas em instituições como esta. São várias espalhadas ao redor do Brasil.

A atuação das organizações de apoio à vida, em geral, contemplam:

  • atendimento a mulheres vítimas de abuso;
  • atendimento a mulheres vítimas de violência sexual e/ou doméstica;
  • atendimento a mulheres que passaram por um aborto;
  • apoio e atendimento a mulheres que passam por uma gravidez inesperada;
  • atendimento a gestantes que não tem apoio familiar;
  • atendimento a gestantes em situações de vulnerabilidade social;
  • atendimento a mães e crianças com necessidades específicas;
  • palestras para adolescentes e jovens sobre prevenção de gravidez, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), fortalecimento da autoestima e consequências do aborto.

A vida sempre vale a pena. Este pensamento é o grande motor das pessoas que se dedicam voluntariamente ao atendimento das gestantes e famílias em situação de risco. Todo o apoio oferecido é sem custo algum para as mulheres que buscam essas casas.

Centro de Reestruturação para a Vida (Cervi)

Há 21 anos, a Cervi abraça e apoia mulheres e seus familiares, que passam por violência, gravidez inesperada ou que passaram por um aborto.

Somente em 2021 o projeto foi responsável por:

  • 2349 atendimentos;
  • 488 atendimentos à mulheres
  • 25 nascimentos;
  • 417 cestas básicas doadas;
  • 65 rodas de conversa promovidas;
  • 232 atendimentos psicoterápicos para mulheres e gestantes, uma grande forma de apoio emocional na gravidez.
  • Acesse o site ou o Instagram e colabore com o trabalho do Cervi.

Associação Guadalupe

A Associação Guadalupe é uma casa pro-vida que se localiza em São José dos Campos. Seu trabalho consiste em auxiliar gestantes no processo da maternidade. O auxilio não se restringe a salvar a vida do bebê evitando o aborto, mas dando apoio integral à mãe.

A associação apresenta propostas de vida para as novas famílias, com cursos profissionalizantes, oficinas de maternidade, apoio psicológico e social às gestantes.

O apoio da Associação às gestantes conta com:

  • entrega de cestas básicas mensalmente;
  • assistência psicológica;
  • assistência odontológica;
  • assistência jurídica;
  • assistência médica;
  • espaço físico que comporta até 14 mães com seus bebês, com cuidadores 24 horas, assistente social e enfermeira.

Os trabalhos da associação estão em plena expansão. Estão construindo uma sala que contará com aparelho ultrassom para atender as gestantes.

4500 bebês já foram salvos pelo seu trabalho e, atualmente, 90 famílias estão sendo atendidas pela equipe da AG.

  • Acesse o site ou o Instagram e colabore com o trabalho da Associação Guadalupe

Núcleo de Atendimento à Mulher

O Núcleo de Atendimento à Mulher (NAM) é uma instituição não-governamental que acolhe mulheres em situação de vulnerabilidade social. O acolhimento é essencial, principalmente em casos que essas pessoas encontram-se sem o amparo da família e dos amigos.

Desde 2016, mais de 2000 famílias foram impactadas pelo seu trabalho, que oferece: 

  • suporte psicológico;
  • cestas básicas;
  • enxoval;
  • aconselhamento;
  • acolhimento.
  • Acesse o site ou o Instagram e colabore com o trabalho do NAM.

Existem diversas casas como estas espalhadas pelo Brasil. Procure a mais próxima e ajude a salvar vidas apoiando gestantes em situação de vulnerabilidade.

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