Kim Jong Un volta a aparecer após rumores de que ele estaria em coma
Ditador foi fotografado por um canal estatal durante uma exposição de tecidos e calçados.

Em meio a uma série de rumores e boatos nas redes sociais, Kim Jong Un voltou a aparecer em fotos divulgadas pelo canal estatal Rodong Sinmun.
Segundo o jornal, ele aparece visitando uma exposição de roupas e calçados ao lado de sua filha, Kim Ju-ae.
Ao longo dos últimos dias, uma série de rumores alegaram que o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, estava em coma.
Antes dessas fotos, ele tinha sido visto pela última vez no dia 11 de outubro, durante uma visita a um museu de defesa em Pyongyang.
Os boatos afirmaram que o líder norte-coreano teria sofrido uma hemorragia cerebral.
Ele teria entrado em coma e sido levado para o Hospital Peking Union Medical College, em Pequim, na China.
As alegações ganharam repercussão após serem mencionadas pelo jornal britânico The Sun.
Esta não é a primeira vez que surgem rumores sobre sua saúde. Em 2020, um desaparecimento de cerca de 20 dias também levou a especulações de que Kim teria passado por um procedimento cardiovascular.
A Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo e vive sob uma ditadura inspirada nos ideais comunistas. Conheça a origem dessa ideologia com o épico História do Comunismo. Assista ao primeiro episódio abaixo:
Socialismo em família
Caso o líder norte-coreano morra, o nome mais citado para substituí-lo é o de sua irmã Kim Yo Jong.
A filha de Kim, Kim Ju-ae, também tem aparecido publicamente ao lado do pai, o que tem sido interpretado como sinal de que ele gostaria que ela assumisse no futuro, porém ela ainda tem apenas 13 anos.
Apesar do regime coreano seguir uma vertente do socialismo chamada de Juche, ele segue uma dinastia familiar.
O primeiro líder do país foi Kim Il Sung, que passou o poder para seu filho, Kim Jong Il, pai do atual ditador.
Boatos acontecem em meio a tensão com a Coreia do Sul
Os rumores estão acontecendo em um momento delicado nas relações entre o país e seu visinho.
A tensão militar com a Coreia do Sul está aumentando após uma série de declarações atravessadas.
Nesta terça-feira (20), o governo de Seul publicou uma nota na qual classificou como inadmissível o aumento da presença militar norte-coreana na fronteira.
Em comunicado, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou estar "gravemente preocupado" com a possibilidade de Pyongyang instalar mais armas de ataque tático na região.
O regime também anunciou que vai retomar transmissões de propaganda por alto-falantes contra o Sul.
O governo sul-coreano também defendeu que suas próprias ações na fronteira tiveram caráter defensivo:
"As transmissões por alto-falantes e os tiros de advertência realizados pela Coreia do Sul constituíram uma medida defensiva legítima destinada a impedir incursões e forçar a retirada das tropas norte-coreanas que cruzaram a Linha de Demarcação Militar."
Na mesma nota, Seul fez uma ameaça direta ao regime e falou na possibilidade de uma “punição” severa:
"Se a Coreia do Norte usar nossas medidas legítimas como pretexto para realizar novas provocações, nós a puniremos com determinação."
Além disso, o ministério pediu que Pyongyang deixe de fazer o que chamou de "alegações infundadas" e volte ao diálogo para resolver as divergências entre os dois países.
A resposta veio após declarações da irmã de Kim Jong-un
A nota foi divulgada um dia depois de Kim Yo Jong, irmã do ditador Kim Jong-un, afirmar que a Coreia do Norte estuda reforçar sua presença militar na fronteira.
Em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, ela afirmou que a situação na região ficou "muito instável" e acusou a Coreia do Sul de ameaçar militares com tiros de advertência.
"Atualmente, a situação na fronteira sul está muito instável. Os belicistas das forças armadas da República da Coreia estão ameaçando seriamente a segurança de nossos militares, disparando tiros de advertência contra eles com fuzis automáticos e metralhadoras de grosso calibre."
Ela afirmou ainda que o comando militar norte-coreano avalia adotar novas medidas e retomar a propaganda contra o vizinho:
"Nossa liderança militar está examinando a possibilidade de implantar mais meios de ataque tático ao longo da fronteira sul como medida preventiva e de repressão para lidar com contingências, bem como de retomar as transmissões por alto-falantes contra a Coreia do Sul."
Kim Yo Jong também declarou que, entre 1º de agosto e 17 de outubro, a Coreia do Sul realizou 2.870 transmissões por alto-falantes e disparou 201 tiros de advertência na região de fronteira.
Segundo Seul, soldados norte-coreanos cruzaram a Linha de Demarcação Militar cerca de 50 vezes em 2026.
Disputa começou após explosões de minas
A escalada acontece poucas semanas depois da explosão de minas terrestres na zona de fronteira.
Segundo a Coreia do Sul, os explosivos teriam sido instalados pela Coreia do Norte e feriram soldados.
Seul responsabilizou formalmente Pyongyang pelo episódio, exigiu um pedido de desculpas e solicitou a retirada de outras minas da região.
O governo norte-coreano negou qualquer envolvimento e afirmou que responderia com firmeza caso sofresse novas provocações.
Nos últimos anos, a fronteira entre os dois países recebeu novas fortificações por parte do Norte, incluindo minas terrestres, cercas de arame farpado e barreiras antitanque.
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