Mulheres são agredidas durante manifestação de apoio a Lula
Uma das vítimas foi escoltada por policiais em meio a insultos como “vagabunda” e “fraquejada”.

Apoiadores de Lula saíram às ruas neste domingo (11) para demonstrar apoio ao presidente em um ato que aconteceu na Avenida Paulista.
Durante o evento, duas cenas chocaram ao demonstrar a intolerância dos manifestantes com quem pensava de maneira diferente.
Duas mulheres sofreram insultos e agressões em momentos distintos dos atos e precisaram da ajuda da polícia.
Um dos casos aconteceu com a ativista Tamires Cardoso. Ela estava acompanhada de um homem chamado Maurício.
Os dois colocaram uma imagem de papelão de Flávio Bolsonaro perto de uma viatura da PM.
Não demorou para que os apoiadores de Lula começassem a agredi-los violentamente e até tentassem roubar o telefone deles.
“Fui agredida, levei socos, chutes, tentaram me derrubar no chão, tentaram roubar meu celular”, declarou à Revista Oeste..
Ela precisou deixar o local pouco tempo após se posicionar, Tamires fala em aproximadamente 10 minutos.
Mulher é xingada e precisa de escolta policial
Uma outra cena que chocou por conta da intolerância apresentada pelos militantes aconteceu em um bar e foi revelada pela Revista Oeste.
Em um vídeo, uma mulher aparece deixando um restaurante árabe com escolta policial enquanto é insultada pelos manifestantes.
Eles gritaram insultos como “fraquejada”, “vagabunda”, “vai tomar no c*”, em meio a palavras de ordem em defesa de Lula.
Lula discursa durante evento
O presidente chegou a aparecer no evento e fez um discurso, no qual pediu que seus eleitores convençam mais pessoas a votar nele.
“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muita gente que tem acima de 70 anos não foi votar porque a lei não exige que vote. Entre abstenção e pessoas que não foram votar, são 30 milhões. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar.”
Lula ficou em segundo lugar no primeiro turno das eleições presidenciais, com 45,16% dos votos contra 47% de Flávio.
A campanha do presidente tem apostado cada vez mais em uma estratégia de medo nos eleitores para convencer as pessoas que deixaram de votar, afirmando que o oponente é uma ameaça à democracia e aos programas sociais.
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