Marçal pode disputar a eleição enquanto a Justiça decide se ele está apto a concorrer.

Pablo Marçal está oficialmente na disputa pelo Palácio do Planalto. Nesta sexta-feira (4), o TSE homologou sua candidatura à Presidência pelo PRTB.
Mas sua participação nas eleições ainda depende de uma batalha na Justiça. O empresário está inelegível até 2032 por uma condenação relacionada à campanha para prefeito de São Paulo em 2024.
Na época, Marçal promoveu o chamado “concurso de cortes”. Seguidores recebiam prêmios para produzir e espalhar trechos de seus vídeos nas redes sociais.
O TRE-SP entendeu que a estratégia criou uma rede de disseminação massiva de conteúdo em benefício da candidatura. Por isso, condenou Marçal por uso indevido dos meios de comunicação.
Em dezembro de 2025, o tribunal manteve a inelegibilidade por oito anos. O placar foi de 4 a 3. Marçal também recebeu uma multa de R$420 mil.
A defesa tenta derrubar a condenação.
Apesar da homologação pelo TSE, candidatura segue sub judice. Marçal pode disputar a eleição enquanto a Justiça decide se ele está apto a concorrer.
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A inelegibilidade não é o único problema jurídico do candidato. Marçal também enfrenta um questionamento sobre sua filiação ao PRTB. A legislação exige que candidatos estejam filiados a um partido pelo menos seis meses antes da eleição.
Em agosto, a defesa conseguiu uma liminar para reconhecer provisoriamente sua filiação com efeito retroativo a 4 de abril. O Ministério Público Eleitoral questiona a medida e pediu sua revogação.
Por enquanto, Marçal segue na corrida.
A candidatura está homologada. A disputa para saber se Marçal poderá permanecer nela ainda não terminou.
Assim que anunciou sua candidatura, Marçal concedeu uma entrevista à Brasil Paralelo.
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