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“Também me pegou de surpresa”: Marçal explica declaração de R$7 bilhões

Durante entrevista para a Brasil Paralelo, o empresário sugeriu que TSE usasse declaração de imposto de renda.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Pablo Marçal explica declaração de 7 bilhões
Fonte da imagem: Reprodução

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Quando anunciou a candidatura à presidência, Pablo Marçal declarou um patrimônio de R$7 bilhões.

O valor representa um aumento em relação à eleição municipal de 2024, quando o empresário informou possuir R$169,5 milhões em bens.

Depois da divulgação dos dados, porém, Marçal afirmou que houve um erro na declaração encaminhada ao TSE

Em entrevista para a Brasil Paralelo, ele comparou seu caso com o de uma política de esquerda que registrou um patrimônio bilionário:

A minha pegou de surpresa, a da candidata do PSOL que tem 2 bilhões e um Toyota de R$35 milhões ninguém ficou surpreso. É óbvio que foi um erro de digitação.”

Segundo ele, até mesmo perguntar para uma inteligência Artificial já poderia mostrar que foi apenas um erro

"Se você pegar o ChatGPT e perguntar quais bens eu declarei em 2024 e em 2026, e apontar a falha, ele vai te mostrar onde está."

Marçal sugeriu que o TSE adote a importação direta do arquivo de Imposto de Renda no sistema de candidaturas, para evitar erros de digitação nas declarações.

Ele também afirmou que, de 2022 para 2024, seu Imposto de Renda de Pessoa Física caiu.

TSE ainda decidirá se a candidatura será aceita

Embora o PRTB tenha protocolado o registro da chapa no último dia permitido pela Justiça Eleitoral, a candidatura ainda depende da aprovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Marçal está inelegível até 2032 por causa de condenações ligadas às eleições municipais de 2024.

A inelegibilidade só é analisada formalmente durante o julgamento do pedido de registro de candidatura.

Enquanto o TSE não decide, Marçal permanece candidato para todos os efeitos práticos

Nesse período, ele pode participar de debates, fazer campanha eleitoral e utilizar os recursos destinados ao partido.

A expectativa é que o tribunal analise o pedido nas próximas semanas, devido à proximidade da eleição, marcada para 4 de outubro.

Questionado sobre isso pelo portal G1, o candidato se limitou a  dizer que “o Senhor proverá”.

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