Horário eleitoral começa em 28 de agosto. apenas quatro candidatos à Presidência terão tempo nos blocos nacionais de rádio e televisão.

A campanha presidencial vai entrar em uma fase em que os segundos valem muito. A partir de 28 de agosto, começa o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.
É aquele momento em que a programação para, os candidatos aparecem em rede nacional e cada campanha tenta transformar poucos minutos em voto.
Só que, desta vez, a maioria dos presidenciáveis não terá esse espaço.
O TSE definiu que apenas quatro dos 13 candidatos à Presidência terão tempo nos blocos de propaganda eleitoral gratuita em rede nacional.
Lula ficou com a maior fatia. A coligação Brasil Pronto para Mais, formada por PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede, terá 5 minutos e 31 segundos.
Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 4 minutos e 20 segundos.
Ronaldo Caiado, do PSD, terá 2 minutos e 2 segundos.
Augusto Cury, do Avante, ficou com 35 segundos.
Os demais candidatos, incluindo Romeu Zema, Renan Santos e Pablo Marçal não terão tempo na propaganda eleitoral gratuita em rede nacional.
A divisão não depende da posição do candidato nas pesquisas nem do tamanho da campanha nas redes sociais.
A regra olha para o Congresso.
O tempo de TV leva em conta a representação dos partidos na Câmara dos Deputados. Também entra nessa conta a chamada cláusula de desempenho, que define quais legendas cumprem os requisitos para acessar o horário eleitoral.
Funciona assim: uma parte menor do tempo é dividida igualmente entre os partidos que têm direito ao espaço. A parte principal é distribuída de forma proporcional ao tamanho das bancadas eleitas para a Câmara.
Por isso, partidos maiores ou coligações com legendas fortes no Congresso conseguem mais tempo de exposição.
No primeiro dia, a ordem também já foi sorteada. Augusto Cury será o primeiro a aparecer, seguido por Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e Lula.
Depois, a ordem passa a mudar em sistema de rodízio, para evitar que o mesmo candidato abra ou feche sempre o bloco.
Além dos programas em rede, as campanhas também terão inserções ao longo da programação das emissoras.
A coligação de Lula terá 433 inserções. O PL terá 339. O PSD ficou com 159. O Avante terá 47.
A propaganda presidencial será exibida às terças, quintas e sábados. Nos outros dias, o espaço em rede será destinado a cargos como governador, senador e deputados.
Se houver segundo turno, a regra muda.
A disputa deixa de considerar o tamanho dos partidos, e os dois candidatos passam a ter exatamente o mesmo tempo.
No primeiro turno, porém, a largada na TV já tem tamanho diferente para cada campanha.
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