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Política•5 min de leitura

Ministra que mudou regras do debate da Globo já fez parte do governo Lula

Decisão de Estela Aranha proibiu púlpito vazio e perguntas dirigidas ao presidente ausente. Após o cancelamento do debate, gravação antiga voltou a circular nas redes.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Ministra Estela Aranha
Fonte da imagem: TSE

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23h
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54s

Horas depois de uma decisão que ajudou a mudar o debate presidencial da Globo, um vídeo antigo da ministra Estela Aranha, do TSE, voltou a circular nas redes sociais.

Na gravação, ela declara voto em Lula contra Jair Bolsonaro.

“Voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13”.

Ela também diz que advogados deveriam apoiar o petista para “defender o Estado democrático de Direito”.

A declaração teria acontecido durante a eleição de 2022. Procurada pela Folha de S. Paulo, Estela não comentou o vídeo.

Vídeo reaparece após decisão sobre Lula

O registro ganhou repercussão depois de Estela atender a um pedido da coligação de Lula poucas horas antes do debate da Globo.

As regras acertadas entre a emissora e os partidos previam um púlpito identificado para candidatos ausentes. Também permitiam que os participantes formulassem perguntas para quem não comparecesse.

Estela suspendeu essa parte das regras.

Com isso, a Globo não poderia destacar o púlpito vazio de Lula nem permitir perguntas dirigidas ao presidente ausente.

Na mesma noite, Gilmar Mendes determinou a participação de Renan Santos. Flávio Bolsonaro também desistiu do encontro.

Diante das mudanças de última hora, a Globo cancelou o debate e afirmou que as decisões judiciais causaram insegurança jurídica e interferiram em regras previamente combinadas. 

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Estela passou pelo governo Lula antes do TSE

Antes de chegar à Corte Eleitoral, Estela ocupou cargos no atual governo. Foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça durante a gestão de Flávio Dino e depois assessora especial da Presidência da República.

Em 2025, Lula a nomeou ministra do TSE a partir de uma lista tríplice aprovada pelo STF. 

Hoje, ela integra a comissão responsável pela propaganda eleitoral.

Apesar da declaração antiga de voto em Lula e da passagem pelo governo, seu histórico recente no TSE não é composto apenas por decisões favoráveis ao petista.

De acordo com a Folha Estela também deu ao menos quatro decisões favoráveis a Flávio Bolsonaro, incluindo ordens contra propagandas que o associavam a crimes e organizações criminosas.

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