Serial Killer em SP? Polícia emite mandados de prisão para três suspeitos por 10 corpos na capital
Investigadores descartam possibilidade de assassino em série e falam em “Tribunal do Crime” do PCC.

Nas últimas semanas, dez corpos foram encontrados em diversas regiões da capital paulista.
O jeito como eles estavam embrulhados em plástico e enrolados com cordas fez se espalhar o boato de que se tratava de um assassino em série.
Diferentemente dos criminosos comuns, os serial killers matam por prazer, muitas vezes seguindo um modus operandi de maneira quase ritualística.
A polícia de São Paulo expediu mandados de prisão contra três suspeitos de envolvimento com os cadáveres, como afirmou o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) em nota para o TMC:
“Três suspeitos foram identificados e tiveram os respectivos mandados de prisão temporária decretados pela Justiça. Também foram deferidos mandados de busca e apreensão. As diligências prosseguem para localizar os suspeitos e esclarecer todas as circunstâncias relacionadas aos casos.”
Até o momento, os três principais suspeitos dos assassinatos ainda estão foragidos da Justiça.
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Polícia descarta serial killer e fala em Tribunal do Crime
Apesar dos rumores nas redes sociais, a possibilidade de ser um serial killer foi descartada pela polícia.
A principal linha de investigação no momento é de que os três suspeitos sejam na verdade membros do tribunal do crime do PCC.
O termo faz referência aos “julgamentos” que membros da facção fazem para executar pessoas que violem suas regras.
Entretanto, essa hipótese segue sob investigação e ainda não foi confirmada pela Polícia Civil.
Polícia descarta atuação de serial killer
Apesar da repercussão nas redes sociais, a Polícia Civil afirma que não há elementos que indiquem a atuação de um assassino em série.
Embora alguns crimes tenham características semelhantes, como corpos encontrados em sacos plásticos, esse tipo de ocultação de cadáver é recorrente em homicídios e não representa a assinatura de um único criminoso.
Um dos fatores que levaram a polícia a descartar um serial killer é a distribuição dos crimes.
Os corpos foram encontrados em diferentes pontos da capital e da região metropolitana.
Foram registradas cinco ocorrências na Zona Leste, duas na Zona Sul, uma na Zona Norte, uma na Zona Oeste e outra em Itapecerica da Serra.
Para os investigadores, essa dispersão geográfica dificulta a tese de um único autor agindo da mesma forma.
Relembre a cronologia do caso
A sequência de ocorrências teve início em 5 de setembro, quando José Zito da Conceição, de 55 anos, foi encontrado amarrado e envolvido em um saco de lixo na região do Jabaquara.
Cinco dias depois, dois corpos foram localizados no mesmo dia: Yasmin Dandara Silveira Brisola, de 32 anos, na Vila Chuca, e Filipe de Carvalho Cabral, de 34 anos, na Colônia.
Em 13 de setembro, familiares reconheceram o corpo de Rodrigo Machado de Albuquerque, de 35 anos, encontrado em um córrego na Cidade Nitro Química.
No dia 19, Murilo Sanches dos Santos, de 26 anos, foi localizado esquartejado no Jaçanã.
Em 21 de setembro, outro corpo foi encontrado no porta-malas de um veículo no Jardim Celeste.
A polícia investiga se a vítima é Rafael Zimbarg Francez, motorista de aplicativo desaparecido, mas a identificação ainda não foi confirmada.
Dias depois, uma cabeça humana foi encontrada no Jardim São Luís, enquanto o restante do corpo apareceu cerca de 21 quilômetros dali, em Itapecerica da Serra
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