Relator vota contra investigação do Procurador Geral no caso Master
Sanseverino afirmou que faltam indícios mínimos de crime e destacou que não foram encontradas mensagens diretas entre Gonet e Daniel Vorcaro.

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro levaram o nome de Paulo Gonet ao Conselho Superior do Ministério Público Federal.
Nesta sexta-feira, veio o primeiro voto.
O relator Francisco Sanseverino se manifestou contra a abertura de uma investigação sobre o procurador-geral da República.
Ele afirmou que os elementos apresentados até agora não indicam minimamente a prática de crime ou a participação de Gonet em alguma irregularidade.
O procedimento foi aberto depois que mensagens de Vorcaro passaram a citar o procurador-geral em diferentes contextos. Também veio a público uma foto dos dois em um evento realizado em Londres.
Que tal receber notícias todos os dias em seu WhatsApp? Clique aqui e entre para o canal oficial da Brasil Paralelo.
Relator destaca ausência de mensagens diretas
Um dos pontos considerados por Sanseverino foi justamente o que não apareceu no material.
Segundo o relator, não foram encontradas mensagens trocadas diretamente entre Gonet e Vorcaro. Para ele, isso enfraquece a tese de que existia uma relação de amizade íntima entre os dois.
Gonet também nega essa proximidade.
Em manifestação enviada ao Conselho, afirmou que não mantém amizade com Vorcaro nem possui interesse pessoal nos processos envolvendo o ex-banqueiro.
“Não tenho com Daniel Vorcaro relação de amizade alguma”.
Segundo o procurador-geral, o único encontro presencial entre os dois aconteceu em abril de 2024, durante um evento jurídico público em Londres com a presença de outras autoridades.
Decisão ainda não terminou
Sanseverino também rejeitou a ideia de que o próprio Conselho deva decidir se Gonet está impedido ou suspeito de atuar nos processos do Master.
Na avaliação dele, essa decisão cabe ao STF, onde os casos tramitam.
O voto do relator não encerra o julgamento.
Os demais integrantes do Conselho Superior ainda precisam se manifestar. Gonet não participa da votação por ser o alvo do procedimento, e a sessão é conduzida pelo vice-presidente do colegiado, Nicolao Dino.
O Conselho pode arquivar o caso ou decidir pela abertura de uma investigação conduzida por outro subprocurador-geral.
O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.
![[LEAD] TECHNOCRACIA](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2F46deebb1-cb2b-4efd-abd3-8bd34a5537c1.webp&w=3840&q=75)
![[LEAD] TECHNOCRACIA](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2Fcc3dd5f0-6279-4131-ad1b-56487e3753cb.webp&w=3840&q=75)




















