Penélope da Penha ostentava armas nas redes sociais e foi morta em meio ao maior cerco já realizado pelas forças de segurança do Rio.
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Após rumores nas redes sociais, a polícia confirmou que o corpo desfigurado com um tiro de fuzil não era da Japinha do CV, uma das mulheres mais conhecidas da facção.
A polícia divulgou uma nota oficial afirmando que não havia nenhuma mulher entre os mortos, segundo a CNN.
"Diferentemente do que foi divulgado na mídia e em redes sociais, não havia nenhuma mulher entre os opositores mortos na Operação Contenção. A imagem compartilhada era do corpo de Ricardo Aquino dos Santos, de 22 anos, natural da Bahia. Contra ele, que tinha histórico criminal na Bahia, havia dois mandados de prisão ativos", diz a nota.
As imagens que circularam na internet teriam sido do corpo do traficante Ricardo Aquino dos Santos.
O criminosos era de Feira de Santana, Bahia, e tinha 22 anos de idade. Ele era procurado pela polícia e tinha dois mandados de prisão abertos em seu nome.
Não é uma surpresa que um criminosos de fora do RJ tenha sido alvejado durante a ação, uma vez que dos 115 mortos identificados após a operação, 62 eram naturais de outros estados.

O morto vestia roupa camuflada e colete tático com compartimentos para carregadores de fuzil, sinal de que participava diretamente dos confrontos armados.

O corpo foi encontrado próximo a um dos acessos principais do Complexo do Alemão, após horas de tiroteio intenso nas comunidades da Penha, Grota, Fazendinha e Vila Cruzeiro.
Nas redes sociais, a jovem era chamada de “musa do crime”, por posar com armas e exibir rotina ligada ao tráfico.

Após a confirmação da morte, um texto publicado nos stories de seu perfil, escrito por sua irmã, pediu que as imagens do corpo não fossem compartilhadas:
“Irmã dela aqui, gente. Parem de postar foto da Penélope morta! Isso é muito triste para nós. Obrigado a todos que estão mandando mensagem de carinho e força.”

Antes disso, circulou um áudio atribuído à própria Japinha, no qual ela supostamente nega ter sido morta e ironiza as notícias. Poucas horas depois, a confirmação veio por familiares.
A morte de Penélope ocorreu durante a maior e mais letal operação policial da história do estado.
De acordo com o último balanço divulgado pelo governo do Rio de Janeiro, a ação deixou 64 mortos, quatro deles policiais, e 81 presos.
Na manhã desta quarta-feira (29), porém, a Defensoria Pública informou um número maior: 132 mortes ao todo, sendo 128 civis e quatro policiais.
A ação mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, além de unidades especiais, com o objetivo de conter o avanço territorial do Comando Vermelho e desarticular sua base logística.
Durante a madrugada, moradores relataram cenas de guerra: helicópteros sobrevoando as favelas, blindados avançando por vielas e o som ininterrupto de tiros e explosões até o amanhecer.
Apesar do cerco, parte dos criminosos conseguiu escapar por túneis e passagens camufladas entre casas e muros, um método que lembra a invasão ao Alemão em 2010.
A operação terminou com noventa fuzis apreendidos. O governo do Rio classificou a ação como “histórica” e afirmou que o objetivo é retomar o controle de territórios dominados pela facção
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