Neste final de semana, o governo americano e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã.
A guerra ainda não acabou, mísseis iranianos atingiram o centro de Israel hoje (3). Teerã também foi alvo de novos ataques israelenses, que acertaram o complexo presidencial e o Conselho Supremo de Segurança Nacional.
Essa guerra acontece após meses de tensão entre o governo americano e o regime islâmico.
Programa Nuclear iraniano e programa de mísseis
Um dos principais motivos para o conflito foram as negociações sobre o programa nuclear do país.
Há décadas, Israel acusa o Irã de estar usando seu programa nuclear para desenvolver armas de destruição em massa, o que seria uma ameaça existencial.
Uma das maiores preocupações do ocidente para a região era garantir que o regime não conseguisse acesso a essas tecnologias.
Barack Obama chegou a fazer um acordo com o Irã, que era criticado por Trump por ser “brando demais”. O presidente acabou com a medida ainda em seu primeiro mandato.
Desde então a situação tem sido crítica nas relações do país com os EUA. Um dos momentos mais tensos aconteceu ano passado durante a Operação Martelo da Meia-Noite.
EUA e Israel se juntaram para destruir o sistema de defesa iraniano e alvos estratégicos do programa nuclear.
Desde então, americanos e iranianos têm se encontrado para negociar um novo acordo nuclear.
Os representantes de Teerã estavam exigindo o fim das sanções contra o país enquanto os americanos demandavam o fim do programa de mísseis, além de rígidas garantias sobre a questão atômica.
Trump chegou a falar em entrevista ao The Atlantic que Khamenei e outras autoridades ainda poderiam estar vivas se tivessem negociado e nada disso seria necessário:
“A maioria daquelas pessoas se foi. Algumas das pessoas com quem estávamos lidando se foram, porque aquele foi um grande golpe… Eles deveriam ter feito isso antes. Eles poderiam ter feito um acordo. Eles deveriam ter feito isso antes. Eles quiseram ser espertos demais.”



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