Polícia Federal investiga a revista Veja após matéria sobre Vorcaro e aliados de Lula
Reportagem da revista Veja aponta para relação do banqueiro com a alta cúpula do PT.

A Polícia Federal lançou uma nota oficial desmentindo uma reportagem da revista Veja sobre um esquema bilionário envolvendo Daniel Vorcaro e a alta cúpula do PT.
Agora, a publicação será alvo de investigações após a PF ter recebido uma notícia-crime com pedido de providências:
“Por fim, a Polícia Federal informa que recebeu, nesta sexta-feira (9/10), notícia-crime com pedido de providências urgentes para apuração de fatos relacionados à publicação mencionada. O expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária.”
Segundo as autoridades, o banqueiro não apresentou nenhum depoimento com as informações presentes no texto e nem apresentou as provas:
“Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito.”
A nota segue afirmando que os policiais não autorizaram a delação de Vorcaro por considerar que ela não estava de acordo com as exigências legais:
“As propostas de colaboração premiada que foram apresentadas à PF pela defesa do investigado não foram acolhidas em razão do não atendimento aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento da defesa.”
A própria PF e a Procuradoria-Geral da República já haviam informado que não havia provas sobre o caso.
Na ocasião, eles chegaram a afirmar que um dos principais motivos para isso teria sido o fato dos pagamentos serem feitos em dinheiro.
Vorcaro contraria versão na matéria
Na reportagem da Veja, Vorcaro afirmou que apresentou evidências sobre o caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para tentar uma terceira delação.
Apesar disso, o órgão recusou a denúncia, afirmando que não haveria provas já que o valor foi repassado em dinheiro:
“Vorcaro juntou detalhes dessa história num anexo que foi levado à PGR. A Procuradoria não levou adiante o caso, com a justificativa de que não haveria provas da história, tendo em vista que os pagamentos teriam sido feitos em dinheiro vivo”, afirma a revista.
Os advogados que representam o banqueiro alegaram que isso não estaria de acordo com o que juntaram.
Mesmo que o pagamento tenha sido feito em papel, ainda há uma série de evidências que apontariam para a veracidade da informação:
“A defesa de Vorcaro contra-argumentou, dizendo que o banqueiro teria provas como mensagens de WhatsApp, registros das pessoas que retiraram o dinheiro vivo e a relação de lugares e rotas usadas por operadores nas entregas do dinheiro. A história não foi adiante”, informa a Veja.
O esquema foi impedida após uma reportagem do jornal O Globo de 2024 expor a relação do banco com a Caixa.
O banqueiro mencionou membros da alta cúpula do partido, como João Vaccari Neto e Alexandre Padilha. Todos negam ter relações com o caso.
Lula também afirmou que “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome”.
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