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Política•5 min de leitura

Revista Veja acusa governo de desinformação em matéria sobre novo áudio de Vorcaro

Publicação afirmou que informações foram alteradas para fazer reportagem sobre ligação do banqueiro com o PT parecer insustentada.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Revista Veja acusa governo de desinformação
Fonte da imagem: Reprodução

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Próximo envio em
22h
56m
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Após a Polícia Federal anunciar que vai investigar uma notícia-crime contra a Veja, a revista lançou mais um áudio de Vorcaro.

Na matéria, a revista afirmou que agências do Estado estaria fazendo uma campanha de desinformação para tirar a credibilidade das denúncias que levantou.

“A desinformação é uma forma de tirar o foco de fatos importantes quando o contexto da mensagem é de difícil explicação ou comprovação por pessoas citadas. É o caso em questão”, está escrito.

Um dos pontos levantados é que a defesa de Vorcaro lançou uma nota alegando que não confirma o material porque ele não veio de uma delegacia da Polícia.

“O suposto depoimento de Vorcaro para a PF foi uma invenção da campanha do presidente Lula, uma informação que não consta na reportagem de VEJA, e que foi desmentida pela defesa do banqueiro porque não ocorreu, de fato.”

Em seguida, afirmou que a revista conseguiu as informações divulgadas hoje (9) vieram de fontes ligadas ao banqueiro:

“Os relatos sobre tudo isso estão em áudios obtidos por VEJA com fontes próximas ao banqueiro que acompanharam todos os passos desde o início da saga de Vorcaro para conseguir delatar na PGR ou na Polícia Federal – as identidades são preservadas para evitar que essas fontes, já sob forte ameaça, sofram retaliações.”

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Revista divulga áudio que levanta suspeitas sobre auxiliar de Paulo Gonet

Na reportagem exclusiva, outro áudio de Vorcaro agora promete abalar a Procuradoria-Geral da República.

Na gravação, o banqueiro conta para uma pessoa qual foi a reação de Ubiratan, auxiliar do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, à sua denúncia sobre a alta cúpula petista:

“Quando coloquei o Okamotto pra cá (na proposta de delação), na primeira vez que levei na PGR, ele (Ubiratan) falou: ‘pelo amor de Deus, cê não tem nada disso aqui não’. Isso aqui é só… E aí eles usavam o argumento que é o seguinte: ‘isso aqui foi em dinheiro, não consegue provar você tira tudo.’ Eles já saíram na largada assim”, diz Vorcaro.

Okamotto é o presidente do instituto Lula, que teria recebido financiamento do banqueiro, assim como um filme sobre o presidente dirigido por Oliver Stone.

O valor desse repasse chegou a R$30 milhões e era uma contrapartida para que membros do PT ajudassem o Banco Master a atuar nos fundos de pensão de empresas públicas.

O partido ganharia 10% de tudo, valor que poderia ultrapassar R$1 bilhão para o partido e R$9 bilhões para o Banco Master.

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PGR não teria aceitado delação por pagamento ser em dinheiro vivo

Tanto a Procuradoria Geral da República quanto a Polícia Federal afirmaram que as alegações de Vorcaro não tinham provas mínimas.

Segundo a reportagem da Veja, o motivo para a terceira denúncia de Vorcaro não ter seguido em frente foi justamente uma das alegações do áudio.

O repasse de R$30 milhões teria sido feito em dinheiro vivo, o que impossibilitaria o recolhimento de provas.

Apesar disso, a revista afirma que a defesa do banqueiro alegava ter outras evidências sobre o caso:

“A defesa de Vorcaro contra-argumentou, dizendo que o banqueiro teria provas como mensagens de WhatsApp, registros das pessoas que retiraram o dinheiro vivo e a relação de lugares e rotas usadas por operadores nas entregas do dinheiro. A história não foi adiante.”

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Polícia Federal vai investigar a Veja

A Polícia Federal lançou uma nota oficial desmentindo uma reportagem da revista Veja sobre um esquema bilionário envolvendo Daniel Vorcaro e a alta cúpula do PT.

Agora, a publicação será alvo de investigações após a PF ter recebido uma notícia-crime com pedido de providências:

“Por fim, a Polícia Federal informa que recebeu, nesta sexta-feira (9/10), notícia-crime com pedido de providências urgentes para apuração de fatos relacionados à publicação mencionada. O expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária.”

Segundo as autoridades, o banqueiro não apresentou nenhum depoimento com as informações presentes no texto e nem apresentou as provas:

“Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito.”

A nota segue afirmando que os policiais não autorizaram a delação de Vorcaro por considerar que ela não estava de acordo com as exigências legais:

“As propostas de colaboração premiada que foram apresentadas à PF pela defesa do investigado não foram acolhidas em razão do não atendimento aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento da defesa.”

A própria PF e a Procuradoria-Geral da República já haviam informado que não havia provas sobre o caso.

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