Banco Master financiou portais de esquerda, aponta matéria do Uol
Vorcaro teria construído uma rede para defender o Banco Master de acusações.

As mensagens do celular de Daniel Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal, revelaram que o banqueiro tinha relações com uma ampla rede de veículos de comunicação.
O jornal tradicionalmente associado à esquerda foi um dos primeiros veículos de comunicação a receber dinheiro do Banco Master.
Em 2021, a publicação fez um contrato de patrocínio por cinco anos com o então Banco Máxima, que depois passou a se chamar Banco Master, segundo apuração do Uol.
Antes mesmo da assinatura, em dezembro de 2020, o banco já havia adiantado R$300 mil à publicação.
As mensagens mostram que o dinheiro ajudava a manter as operações da revista. Em uma conversa, a diretora Manuela Carta informou ao banqueiro que precisaria de "mais um recurso para a próxima folha de pagamentos".
Em agosto de 2023, a Carta submeteu a Vorcaro a decisão sobre a publicação de uma reportagem enquanto negociava a possível entrada do banqueiro como sócio da empresa.
A operação não avançou, mas, em 2024, Manuela voltou a pedir um "adiantamento de publicidade". Vorcaro respondeu que poderia ajudar "fora do banco".
O jornal chegou a divulgar uma nota de Manuela Carta afirmando que a relação seguiu as normas do mercado:
“O Banco Master fechou um contrato de publicidade com a editora em 2021 e anunciou na revista até 2023. Tratava-se de um contrato regular de veiculação de anúncio, conforme as regras do mercado publicitário.”
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Diário do Centro do Mundo também ganhou dinheiro do Master
Outro portal de esquerda a ser financiado pelo banqueiro foi o Diário do Centro do Mundo, mais conhecido como DCM.
Segundo os diálogos revelados pelo UOL, o portal recebia pagamentos mensais para evitar a publicação de conteúdos negativos sobre o banqueiro e o Banco Master.
As negociações eram conduzidas por Felipe Mourão, responsável pela reputação digital de Vorcaro.
A relação começou em outubro de 2024, após a publicação de uma notícia negativa, o banqueiro determinou a criação de uma "parceria" com pagamento mensal.
A condição, segundo as mensagens, era que "não saísse uma frase" sobre ele ou o Banco Master.
Mourão informou que o acordo previa a retirada de conteúdos e a possibilidade de publicar, todos os meses, uma matéria sobre pessoas indicadas pelo grupo de Vorcaro.
Em 21 de outubro de 2024, ele confirmou ao banqueiro: "DCM está pago e fechado". As conversas também mostram que Vorcaro interferia diretamente no conteúdo publicado.
Em maio de 2025, após um artigo crítico ao Banco Master, ele ordenou: "Tira isso imediato". Segundo Mourão, o texto foi removido no mesmo dia.





















