O jornalista afirmou que mulheres não sabem votar, em especial as solteiras.

A Procuradoria-Geral da República recebeu um ofício da senadora Soraya Thronicke contra Paulo Figueiredo por falas sobre o vídeo em que Michelle Bolsonaro comenta disputas em seu partido e na sua família.
A parlamentar afirmou que se solidariza com a ex-primeira-dama e acusa o jornalista de “violência política de gênero”:
“Acabo de oficiar a Procuradoria-geral da República para que inicie a ação penal o quanto antes, e que o proíba de se comunicar publicamente via redes sociais e outros meios de comunicação”.
O jornalista Paulo Figueiredo acusou Michelle Bolsonaro de ajudar a forjar um discurso que dificulta a campanha presidencial:
“Michelle criou para o PT uma narrativa que vai servir para sabotar ainda mais a candidatura de Flávio Bolsonaro… Excelente trabalho Michelle, presidente do PL Mulher. Colocar o marido em uma posição na qual ele precisa escolher entre o filho e a esposa”.
A pessoa mais afetada pelo vídeo na visão do influenciador foi a própria Michelle, que teria perdido muito apoio político:
“O tiro saiu pela culatra. Inclusive estou a ponto de dizer que as pretensões eleitorais da Michelle saiam muito prejudicadas. Eu não vejo nenhum movimento real para ela ser candidata no lugar do Flávio”.
Ele seguiu afirmando que apenas militantes do PL Mulher e interesseiras atrás de cargos públicos estariam apoiando seu nome no momento.
Em outro momento do podcast, Paulo Figueiredo disse que “mulher em geral vota mal”.
Ele seguiu afirmando que as casadas tendem a escolher melhor por normalmente acompanharem os votos do marido.
Em sua conta no X, Figueiredo fez uma publicação na qual voltou a enfatizar seu posicionamento:
“Deixa eu me retratar: mulher não vota muito mal, mulher vota mal para c*****o. Especialmente as solteiras. Se trabalha na Folha então, pior ainda.”
Essa questão seria “estatisticamente indiscutível” para o jornalista, segundo o qual isso seria um fruto do feminismo.