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Michelle Bolsonaro diz que Flávio a humilhou e a desrespeitou em ligação

O pré-candidato à presidência ainda não respondeu às críticas. Em um vídeo, ele disse que “Hoje é dia de jogo, nada nem ninguém me aborrece”, se referindo à partida contra a Escócia.

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Redação Brasil Paralelo
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Flávio e Michelle Bolsonaro entram em desacordo sobre eleições no Ceará.
Fonte da imagem: Flávio e Michelle Bolsonaro entram em desacordo sobre eleições no Ceará.

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que foi humilhada e desrespeitada pelo senador Flávio Bolsonaro durante uma ligação telefônica após divergências internas no PL sobre as articulações políticas no Ceará.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Michelle disse que decidiu romper o silêncio depois de enfrentar ataques e, segundo ela, narrativas falsas envolvendo seu nome, sua família e o trabalho realizado à frente do PL Mulher.

“Não foi fácil chegar até aqui. Tentei o silêncio, escolhi a paz. Para não expor a minha família, fiquei calada por muito tempo”, afirmou.

Questão do Ceará foi o estopim

Segundo Michelle, o desgaste começou após a discussão sobre a possível aproximação do PL do Ceará com Ciro Gomes. 

A ex-primeira-dama disse ser contra uma aliança com o ex-governador no primeiro turno, por considerar que ele foi um dos principais adversários de Jair Bolsonaro nos últimos anos.

Ela citou ataques feitos por Ciro à família Bolsonaro e afirmou que o ex-governador teria chamado Jair Bolsonaro de “ladrão de galinhas”, “corrupto”, “burro” e “jumento”. Michelle também declarou que Ciro atacou os filhos do ex-presidente.

“Disse que os filhos do meu marido, os meus enteados, eram corruptos, que eram ladrões”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “E agora, como se nada tivesse acontecido, os filhos defendem uma aliança com o candidato que deixou o pai deles, o meu marido, inelegível e humilhado”.

A crise interna se intensificou depois de um evento no Ceará em apoio à pré-candidatura de Eduardo Girão ao governo estadual. Michelle afirmou que, durante o ato, ouviu apoiadores gritarem “Ciro não” e chamarem de “traidores” os defensores da aliança.

Ela disse que, ao discursar, dirigiu críticas ao movimento político, mas não à pessoa de André Fernandes, presidente estadual do PL no Ceará.

“Eu gosto dele. Eu não falei por raiva, falei por respeito. Porque respeitar e gostar de alguém é também ter coragem de dizer o que precisa ser dito”, afirmou.

Michelle também declarou que pediu perdão a André Fernandes caso tivesse causado mágoa. “Magoar nunca foi a minha intenção”, disse.

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Michelle aponta críticas de filhos de Bolsonaro

O episódio, segundo ela, provocou reação pública dos filhos de Jair Bolsonaro. Michelle afirmou ter visto postagens de Flávio contra ela nas redes sociais, sem que ele tivesse tentado conversar antes.

“Peguei o telefone, procurei mensagens do Flávio, procurei uma ligação perdida, procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil. Não tinha nada”, declarou.

Ainda de acordo com Michelle, ela tentou telefonar para Flávio, mas não foi atendida de imediato. Horas depois, o senador teria retornado a ligação.

“Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado”, afirmou.

Michelle disse que Flávio foi “muito ríspido” e a maltratou durante a conversa. Segundo ela, o senador afirmou que seria melhor que ela ficasse fora das decisões do partido.

“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone e eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, relatou.

A ex-primeira-dama afirmou que, depois da ligação, entendeu que seu apoio não era considerado importante.

“Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante e então eu me recolhi, fiquei na minha e assim permaneço”, disse.

No vídeo, Michelle também defendeu sua atuação como presidente nacional do PL Mulher. Ela disse ter sido convidada por Jair Bolsonaro e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para assumir a função em 2023.

Segundo ela, o movimento existia “no papel”, mas precisou ser reconstruído. Michelle afirmou que percorreu o país, instalou diretórios nas 27 unidades da federação e ajudou a ampliar a participação feminina dentro do partido.

“Percorri o Brasil inteiro, instalamos os diretórios nos estados, empossamos presidentes estaduais e municipais, demos capilaridade e representatividade ao movimento”, afirmou.

Ela também citou os resultados eleitorais de 2024. De acordo com Michelle, o PL Mulher ajudou a eleger 100 mulheres, um crescimento de 45,8% em relação ao resultado de 2020.

“Com pouco mais de um ano de trabalho, foram 100 mulheres eleitas. A semente que plantamos começou a dar frutos”, disse.

Michelle afirmou ainda que pediu apenas três vagas femininas para o Senado dentro do partido: Priscila Costa, Carol de Toni e Bia Kicis. No caso do Ceará, ela disse que a candidatura de Priscila Costa havia sido definida por Jair Bolsonaro, por ela e por Valdemar Costa Neto.

“Não foi sugestão, foi preferência, foi decisão”, declarou.

Segundo a ex-primeira-dama, Jair Bolsonaro teria determinado que Priscila fosse candidata ao Senado pelo Ceará. Ela afirmou que descumprir essa orientação seria uma traição ao ex-presidente.

“Não honrar essa determinação do meu marido será um ato de traição contra Jair Messias Bolsonaro. Venha de quem vier”, disse.

Michelle também negou versões de bastidores segundo as quais teria exigido desculpas públicas ou condicionado apoio político. Ela afirmou que perdoou os envolvidos, mas disse que perdão não significa manter uma relação próxima.

“Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar o relacionamento. São coisas completamente diferentes”, afirmou.

Ao final do vídeo, Michelle disse que segue cuidando de Jair Bolsonaro, da filha e de sua atuação pública. Ela também agradeceu às lideranças estaduais e municipais do PL Mulher pelo apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

“Vocês são o verdadeiro alicerce da nossa nação. São a força delicada que transforma o mundo”, afirmou.

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