No poder desde 2007, o ditador tem perseguido cada vez mais a sociedade civil e até mesmo a Igreja.

A Nicarágua voltou ao centro dos noticiários internacionais após o ditador Daniel Ortega abolir as eleições.
“Não haverá mais eleições aqui para que eles tentem tomar o governo e o poder”, afirmou.
Localizado na América Central, o país é o maior da região, fazendo fronteira com Honduras ao Norte e Costa Rica ao Sul.
Apesar de não ter fronteiras terrestres com a Colômbia e El Salvador, os países dividem águas do Caribe.
Por sua posição geográfica, o país foi considerado estratégico para a Guerra Fria década de 1980.
Na época, os EUA apoiaram os Contras, grupos de guerrilheiros que combatiam a Revolução Sandinista, movimento socilaista que derrubou a dinastia Somoza.
Do outro lado, Cuba e a URSS apoiavam o novo governo para garantir um regime socialista na América Central.
A Brasil Paralelo investigou a guerra e suas consequências para para o país com o documentário Nicarágua: Liberdade Exilada. Assista ao trailer abaixo:
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Ortega chegou ao poder pela primeira vez após o sucesso da Revolução Sandinista, um movimento socialista que derrotou a ditadura da dinastia Somoza.
A revolta foi liderada pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que conseguiu dominar a capital Manágua no dia 19 de julho de 1979.
Após a vitória, o grupo estabeleceu uma junta provisória chefiada por Ortega. Em 1985, o país passou pelas primeiras eleições pós Somoza e elegeu o presidente pela primeira vez.
O líder sandinista deixou o poder após o fim de seu mandato em meio a uma guerra civil contra a oposição armada, abrindo espaço para que três presidentes de partidos distintos governassem o país.
Em 2007, Ortega foi reeleito e desde então não deixou mais a presidência do país, avançando contra a sociedade civil e até mesmo contra a Igreja.
Seu governo chegou a assassinar ao menos 300 manifestantes da oposição em 2018 durante uma repressão violenta.
Na eleição de 2021, a última do país, 7 pré-candidatos foram presos antes de oficializarem suas candidaturas.
Na ocasião, o governo alegou traição à pátria e afirmou que eles tinham envolvimento com os protestos.
Embaixadores de outros países e até mesmo fiscais da ONU foram expulsos do país ao longo dos últimos anos.
O caso da Nicarágua chama atenção e serve como um alerta importante para as nações livres do mundo inteiro.
A democracia não caiu com armas e tanques de guerra, mas sim com votos e discursos emocionados.
Os sandinistas subverteram o regime aos poucos, acabando com as liberdades enquanto juraram defendê-las.
A Brasil Paralelo investigou em detalhes como foi esse processo e suas consequências para para o país com o documentário Nicarágua: Liberdade Exilada. Assista ao trailer abaixo:
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