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Atualidades•5 min de leitura

Novas mensagens sugerem pagamentos ligados a Lulinha: “Deixará grana no Fábio”

Conversas obtidas pelo Metrópoles indicam ordens para entrega de dinheiro e pagamento de despesas associadas ao filho do presidente. Defesa nega relação dele com eventuais repasses.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Fábio Luiz Lula da Silva
Fonte da imagem: O Globo

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“Tem que levar lá no Fábio.” A ordem aparece em uma conversa de novembro de 2024 entre a lobista Roberta Luchsinger e seu motorista, Ulisses Barbosa.

Pouco depois, ela explica o que deveria ser feito: “deixará grana no Fábio”.

Segundo o Metrópoles, o Fábio citado nas mensagens é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. As conversas foram recuperadas do celular de Roberta pela Polícia Federal. 

Meses antes, em julho de 2024, Roberta enviou ao motorista o valor de R$26.809.

“Tem que pagar mais isso para Fábio na TTW”, escreveu.

Na sequência, Ulisses enviou um comprovante de depósito no mesmo valor para a agência de viagens TTW Group. Segundo a reportagem, a empresa organizava viagens internacionais de Roberta e Lulinha.

Outras apurações da Polícia Federal já haviam identificado pagamentos de passagens usadas pelos dois e despesas que Roberta dizia bancar para Lulinha.

A defesa dele afirma que não há prova de que esses recursos tenham sido destinados ao filho do presidente.

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R$100 mil às vésperas da viagem de Lulinha

Outro diálogo envolve um pagamento de R$100 mil.

Em novembro de 2024, Roberta cobrou do então secretário de Saúde de Goiânia, Quesede Henrique, que fizesse um Pix com urgência porque “o homem” estava cobrando e embarcaria em breve.

Naquela noite, Lulinha embarcou de Guarulhos para Lisboa. Quesede transferiu R$100 mil para a RL Consultoria, empresa de Roberta. A reportagem não apresenta prova de que esse valor tenha sido repassado a Lulinha.

Fatos envolvendo Roberta e Lulinha são investigados em inquéritos que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

A defesa de Lulinha afirma que não é possível confirmar a autenticidade das conversas e nega relação dele com eventuais pagamentos. A defesa de Roberta tem evitado comentar o conteúdo de investigações sob sigilo.

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