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Fora do debate, Lula encara pergunta sobre Lulinha: “só ele sabe a verdade”

Em entrevista à Record, presidente afirmou que o filho deve se defender publicamente e que ninguém está impune caso tenha cometido irregularidades.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Mariana Godoy e o presidente Lula
Fonte da imagem: Reprodução

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Era noite de debate presidencial na Band. No palco, estavam Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. O presidente Lula foi o primeiro a confirmar a ausência e desfalcar a bancada.

Enquanto o debate acontecia, a rede Record exibiu uma entrevista gravada com o presidente. A primeira pergunta foi sobre o filho do presidente. Assunto que ganhou os noticiários nos últimos tempos

A jornalista Mariana Godoy perguntou o que Lula faria se alguma irregularidade envolvendo o filho fosse comprovada. Lula deixou claro que não cabia à ele investigar isso.

“Eu não sou juiz. Eu não sou procurador, nem sou delegado. Eu sou presidente da República.Todos nós somos obrigados a agir corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém vai ter que ser investigado.”

Afirmou também que não é um presidente que tenta proibir a investigação e que o caso deve ser investigado e colocou o filho dentro da mesma regra.

“Isso vale para o meu filho e vale para qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro. Se alguém cometeu um erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar.”

Ele também tentou enquadrar o caso como mais um episódio de vazamentos. Disse que é vítima disso desde 1989, pediu cuidado com conclusões antes do fim da investigação e afirmou que o filho é quem sabe a verdade.

“Só ele sabe a verdade. Então que a diga publicamente, que se defenda no processo que está acusando. E, se ficar livre, tudo bem.”

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Mensagens sugerem a relação de Lulinha com lobista

O caso ganhou força depois da divulgação de mensagens envolvendo Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger.

Ela é investigada por suspeita de usar a proximidade com o filho do presidente para abrir portas no governo federal e facilitar negócios.

As conversas citam articulações, reuniões e contatos com pessoas próximas ao núcleo do governo, incluindo Marcola, que foi chefe de gabinete de Lula.

Também aparecem no caso repasses feitos por Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, a Roberta.

A defesa de Lulinha nega irregularidades. Afirma que ele vive na Espanha, atua na esfera privada e não tem relação direta ou indireta com o governo brasileiro.

Entenda mais sobre o caso envolvendo Lulinha no canal da Brasil Paralelo:

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