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Mundo•5 min de leitura

Era uma invasão? Navios militares invadiram águas espanholas durante crise migratória

Em meio à entrada de 72 mil refugiados em Ceuta, governo do Marrocos chegou a falar em assumir o controle da região.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Imigração em massa para a ilha de Ceuta
Fonte da imagem: EFE

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57s

No final de julho, o mundo se chocou quando mais de 72 mil imigrantes ilegais invadiram a ilha espanhola de Ceuta, próxima ao Marrocos.

Nesta segunda-feira (12), o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez afirmou que a marinha marroquina entrou nas águas espanholas sem autorização.

Ao menos uma fragata marroquina e lanchas de patrulha invadiram águas espanholas diversas vezes sem autorização, revelou o jornal El País.

Esses episódios quase colocaram os dois países em rota de colisão nas águas de Ceuta.

Uma fragata espanhola precisou ser acionada para interceptar a entrada dos navios de guerra. 

Segundo a publicação, as incursões só chegaram ao fim após uma intervenção da Marinha Espanhola e do Ministério da Defesa.

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Primeiro-ministro usa tom apaziguador

Sanchez trouxe o caso à tona um dia antes da visita da família real a Ceuta, que aconteceu em 13 de outubro.

Enquanto relatava os incidentes, o primeiro-ministro usou um tom apaziguador, tentando destacar a importância da relação com o Marrocos:

"Temos que reconhecer que, entre dois países vizinhos, incidentes isolados como esse acontecem… Somos vizinhos. Foram dias intensos, mas a cooperação entre as marinhas continua tranquila, apesar desse incidente".

Nas palavras de Sánchez, a relação entre os dois países é “muito importante”. Ao longo de seu governo, ele trabalhou para manter as relações com o país.

O governo do Marrocos reclama a soberania sobre a ilha de Ceuta e Melilla há décadas e os pedidos se intensificaram durante a crise.

Em agosto, a diplomacia do país chegou a propor criar mecanismos de diálogo sobre o futuro da região.

Na ocasião, o ministro da Justiça, Abdellatif Ouahbi, falou em direitos “históricos e geográficos” sobre a região.

No entanto, a diplomacia espanhola negou a possibilidade de abrir mão dos territórios e reafirmou sua soberania.

Apesar disso, não existe confirmação de que o país estivesse diretamente por trás da crise migratória, mesmo com especulações generalizadas.

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