Marie Le-Pen foi acusada de usar recursos dos eurodeputados para financiar seu partido.

Após uma batalha judicial, a corte de apelações da França autorizou Marie le Pen a disputar as eleições à presidência.
O tribunal confirmou a condenação, mas suspendeu 30 meses do período de inelegibilidade.
Como ela já cumpriu 15 meses, Le Pen recebeu a autorização para disputar as eleições presidenciais do próximo ano.
No entanto, ela seguirá com monitoramento eletrônico ano que vêm. Inicialmente, ela foi condenada a três anos, dois no regime fechado e um com tornozeleira.
A Corte suspendeu os dois anos de prisão, mas manteve o uso de tornozeleira para o ano que vêm.
Com a determinação da Justiça, uma das líderes mais influentes na direita francesa deverá decidir se concorrerá mesmo de tornozeleira.
No passado, ela já afirmou que não considerava a possibilidade, alegando dificuldades de campanha:
“Se me permitirem ser candidata, mas eu for efetivamente impedida de fazer campanha livremente, então vocês compreendem que isso não seria possível”.
Uma campanha nacional poderia sofrer graves problemas, já que ela precisaria voltar para casa todos os dias de noite. Isso impossibilitaria viagens de campanha.
De acordo com a investigação, o partido de Le Pen teria criado um "sistema de desvio" dos R$123 mil que cada eurodeputado recebe para pagar assistentes parlamentares.
O dinheiro teria sido usado para financiar o partido Rassemblement National, o que é proibido pela legislação europeia. O esquema teria desviado ao todo cerca de R$17 milhões milhões do Parlamento Europeu.
Os promotores afirmaram que deputados da RN, incluindo Le Pen e seu pai Jean-Marie Le Pen, se beneficiaram do esquema desde 2004.
A condenação também se estende a outros membros de seu partido, que também atuaram como eurodeputados.