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Mundo•5 min de leitura

Kamala Harris foi favorecida pela cobertura dos grandes canais da TV norte-americanos, afirma levantamento

A cobertura negativa do republicano alcança 85%, contra apenas 22% da democrata.

Por
Redação Brasil Paralelo
•Publicado em
Donald Trump com reporters.
Fonte da imagem: Win McNamee/Getty Images/Pew Research Center

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Um estudo do Media Research Center (MRC) destacou as diferenças na maneira como as emissoras ABC, CBS e NBC cobriram as campanhas de Kamala Harris e Donald Trump. 

A candidata democrata foi retratada de forma positiva em 78%, enquanto foi tratada de forma negativa em apenas 22% dos casos.

O cenário se inverte com Donald Trump, que foi retratado de forma positiva em apenas 15% das matérias, enquanto foi apresentado de maneira negativa nos demais 85% dos casos analisados.

Ao subtrair a cobertura positiva de Trump do total de Harris, é possível afirmar que a candidata democrata conta com uma vantagem de 63% pontos.

Imagem do MRC

Segundo o MRC esse foi o ano eleitoral com a maior disparidade na cobertura das campanhas presidenciais, seguido de 2020.

A organização afirma que nas eleições anteriores a diferença entre a cobertura positiva de Biden e Trump alcançava 58% em favor do democrata.

Na ocasião,  66% da cobertura realizada sobre Joe Biden foi positiva, ao passo que Trump contou com apenas 8%, o menor já registrado por um candidato.  

Antes disso, a eleição com cobertura mais desigual foi a de 2008, quando Barack Obama foi retratado positivamente em 68% dos casos e John McCain em 33%. 

Os analistas do MRC revisaram todas as 660 matérias divulgadas na ABC, CBS e NBC entre os dias 21 de julho e 25 de outubro.

Ao todo, a cobertura atingiu o tempo de 24 horas e 15 minutos, dividido entre as três redes: 8 horas e 20 minutos na NBC; 8 horas e 13 minutos na CBS; e 7 horas e 42 minutos na ABC.

Aproximadamente 12 horas dos noticiários noturnos analisados se dedicaram a levantar controvérsias pessoais de Trump, enquanto Harris recebeu apenas 28 minutos para esse tipo de questão.

Aproximadamente 30 minutos foram utilizados para falar sobre a invasão ao Capitólio em 2021 e para afirmar que o presidente teria tendências autoritárias.

As emissoras também gastaram 18 minutos para acusar o candidato de disseminar desinformação e mais 13 minutos para levantar questões sobre a idade e capacidade do candidato.

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