Ir para o conteúdo principal
Economia•5 min de leitura

Gastômetro do governo Lula chega a R$ 354 bilhões após pacote para MEIs na reta final da eleição

Ferramenta do Estadão soma medidas anunciadas pelo governo em ano eleitoral. Governo contesta a classificação dos gastos como eleitorais.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Lula conversa com Geraldo Alckmin em biblioteca
Fonte da imagem: Reprodução

Receba notícias gratuitamente em seu email

Próximo envio em
21h
53m
59s

Depois de reajustar o Bolsa Família e anunciar novos programas antes do primeiro turno, Lula voltou a apresentar medidas econômicas já na disputa final contra Flávio Bolsonaro.

Desta vez, o foco foram os microempreendedores individuais (MEIs).

O pacote anunciado pelo governo prevê perdão de dívidas tributárias e um Pix de até R$5 mil para estimular os negócios dos MEIs.

Com a inclusão das novas medidas, o Gastômetro, ferramenta criada pelo Estadão, chegou a R$354 bilhões.

O número reúne gastos, subsídios, linhas de crédito, renúncias de receitas e outros incentivos adotados pelo governo federal ao longo do ano eleitoral.

Isso significa que os R$354 bilhões não representam apenas dinheiro já desembolsado diretamente pelo Tesouro.

  • Que tal receber notícias todos os dias em seu WhatsApp? Clique aqui e entre para o canal oficial da Brasil Paralelo.

O que entrou na conta agora?

O governo prevê perdoar R$12,86 bilhões em dívidas tributárias de MEIs. O valor entrou integralmente no Gastômetro.

O impacto efetivo sobre a arrecadação pode ser menor. A estimativa oficial considera uma renúncia de cerca de R$3 bilhões em três anos, levando em conta quanto dessas dívidas seria realmente recuperado.

Já o Pix de até R$5 mil depende de outra proposta e só poderia começar a ser pago em 2027.

Outras medidas também ajudaram a elevar o total ao longo da campanha.

Antes do primeiro turno, Lula anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família, o Desenrola 3.0 e a distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS.

O levantamento também contabiliza programas de crédito, subsídios, benefícios sociais e renúncias de impostos.

Governo contesta o Gastômetro

A Secretaria de Comunicação da Presidência rejeita a ideia de que esse conjunto possa ser tratado como gasto eleitoral.

Em nota, a Secom afirmou que a metodologia mistura políticas de naturezas diferentes e inclui ações voltadas a educação, segurança, empregos, empresas e resposta a crises externas.

Para o governo, executar essas políticas durante uma eleição não significa que tenham sido criadas para buscar votos.

[LEAD] BOX BUC

Acompanhe o segundo turno com a Brasil Paralelo

Mais de 15 milhões de pessoas passaram pela Brasil Paralelo durante a apuração do primeiro turno. Com sua nova tecnologia, o Prumo, a BP começou a apresentar projeções de resultados a partir de 24% das urnas apuradas.

Fique conosco também durante o segundo turno e acompanhe as eleições com informação confiável.

O Resumo BP reúne diariamente as principais notícias para você acompanhar esse processo sem precisar procurar informação em dezenas de lugares.

Assine gratuitamente o Resumo BP e acompanhe nossa cobertura das Eleições de 2026 diretamente no seu e-mail.

Quero assinar

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.

Clique aqui.

[LEAD] BOX BUC
[LEAD] BOX BUC