Governo Lula antecipa Bolsa Família para 4 dias antes do segundo turno
Justiça foi acionada para barrar aumento de 15% no programa, mas rejeitou o pedido.

Os beneficiários do Bolsa Família receberão o dinheiro até esta quarta-feira (21) após uma decisão de Lula.
O presidente antecipou o pagamento já com reajuste de 15% para cair a apenas 4 dias antes do segundo turno das eleições.
A antecipação também vai ser aplicada para os repasses nos meses de novembro e dezembro.
Segundo o governo, a justificativa para a mudança da data teria sido o impacto ambiental do El Niño.
O fenômeno teve início ainda em junho de 2026, mas seu pico está previsto para acontecer em dezembro.
Os efeitos estão previstos para persistirem até o mês de fevereiro do próximo ano.
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Aumento no Bolsa Família foi anunciado às vésperas do primeiro turno
Lula anunciou no dia 17 de setembro um aumento de 15% no Bolsa Família. Com a medida, o valor mínimo do programa sairá de R$600 para R$691.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a decisão vai custar R$5,8 bilhões aos cofres públicos até o final do ano. Em 2027 o impacto será de R$22 bilhões.
Apesar disso, ele disse que se trata de um reajuste para compensar a queda no poder de compra da população e defendeu a mudança é um direito do governo:
“Do ponto de vista fiscal, importante que a gente lembre que isso está sendo feito dentro das regras. Isso corresponde exatamente ao que a lei nos autoriza a fazer, que é recomposição do poder de compra das famílias. Isso é instrumento fundamental para que a gente siga tendo resultados na redução da taxa de pobreza.”
O último reajuste do Bolsa Família foi feito ainda pelo governo de Jair Bolsonaro, em agosto de 2022.
Na época, o valor mínimo do benefício teve um aumento de 50%, saltando de R$400 para o piso de R$600.
Justiça negou pedido para evitar aumento
O advogado Miqueias José Teles Figueiredo, de Rondônia, havia entrado com uma liminar para pedir a suspensão do aumento.
Ele havia alegado que a medida do governo às vésperas das eleições é "ilegal e lesiva ao patrimônio público":
"Há desvio de finalidade quando o agente público pratica o ato visando fim diverso", afirmou na ação. "A administração deixou de corrigir os valores no intervalo máximo de 24 meses previsto em lei. O ato foi editado a 17 dias do primeiro turno com efeitos no mês da eleição"
No entanto, a Justiça Federal rejeitou o pedido e optou por autorizar o governo Lula a prosseguir com o aumento.
O último reajuste do Bolsa Família foi feito ainda pelo governo de Jair Bolsonaro, em agosto de 2022.
Na época, o valor mínimo do benefício teve um aumento de 50%, saltando de R$400 para o piso de R$600.
O Supremo Tribunal Federal chegou a determinar que a emenda utilizada para aumentar o benefício naquele ano eleitora ela ilegal.
O projeto foi aprovado pelo Congresso cerca de três meses antes das eleições presidenciais daquele ano.
A justificativa para a medida era uma situação de emergência motivada pela “elevação extraordinária e imprevisível dos preços do petróleo, combustíveis e seus derivados”.
Para o entendimento da Corte, uma mudança do tipo poderia ser interpretada como medida eleitoreira e fortaleceria o governante que tivesse a máquina na mão.
Apenas os ministros Kássio Nunes e André Mendonça foram contra a decisão e pediram a anulação da ação apresentada pelo Partido Novo.
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