Senado vota hoje o fim da escala 6x1 e governo tenta aprovar tudo antes da eleição
Flávio anunciou voto a favor. Agora, a oposição tenta deixar a votação final para depois de 25 de outubro.

O Senado pode aprovar nesta quarta-feira (14) o fim da escala 6x1. A Casa fará a última sessão de debate sobre a proposta. Depois, os senadores votam o texto pela primeira vez.
Nos últimos dias, essa aprovação ficou mais provável. A pergunta agora é se a mudança vai sair antes de 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno?
A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas por semana. E acontece em duas etapas: sessenta dias depois da promulgação, o limite cai para 42 horas. Um ano após essa primeira redução, a jornada chega a 40 horas.
O texto também garante duas folgas semanais, uma delas de preferência no domingo. E proíbe corte de salário.
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Governo quer os dois turnos hoje
Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 dos 81 votos. E precisa passar duas vezes pelo plenário.
Pelo regimento, as duas votações não podem acontecer no mesmo dia. Entre o primeiro e o segundo turno, o Senado precisa cumprir o intervalo de pelo menos três sessões de discussão. Se o rito tradicional for seguido, a votação final fica para depois da eleição.
O governo tenta acelerar esse caminho. A líder governista Teresa Leitão (PT-PE) pediu a dispensa desse prazo e a convocação de sessões extraordinárias para viabilizar as duas votações ainda hoje.
De acordo com Davi Alcolumbre, o pedido já tem as assinaturas necessárias e será analisado à tarde.
Se o texto for aprovado sem mudanças, vai direto para promulgação. Não precisa da sanção do presidente.
A oposição liberou seus senadores para votar como quiserem. Mas quer que apenas a primeira votação aconteça hoje. Damares Alves (Republicanos-DF) disse que a bancada não deve apoiar a antecipação.
Flávio declarou voto favorável
Flávio chegou a chamar a proposta de "oportunista" e defendeu o pagamento por hora trabalhada.
No entanto, mudou de posição.
"A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6x1", disse.
Vai votar a favor, mas manteve as críticas e cobrou que o governo compense as empresas pelos custos.
Lula viu na mudança o efeito das manifestações de rua.
"Se todo o mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso".
Para o governo, aprovar antes da eleição transforma uma promessa de campanha em lei. Para a oposição, deixar a segunda votação para depois pode tirar de Lula essa conquista na reta final.
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