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Explosão em shopping e milhares de moradores fora de casa marcaram as primeiras horas após terremoto

Após tremor de 7,1 e destruição, Japão entra em alerta para novos tremores.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Shopping no Japão após terremoto
Fonte da imagem: Reprodução

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Tremores de terra são uma realidade bastante conhecida no Japão. Uma cena comum para os japoneses se repetiu: prédios balançando, ruas rachadas, trens parados e milhares de pessoas deixando suas casas em busca de abrigo.

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça-feira (28) a província de Kumamoto, no sul do país. O epicentro foi registrado em terra a apenas 10 quilômetros de profundidade.

A baixa profundidade aumentou o impacto do tremor. Em algumas regiões, a intensidade chegou ao nível máximo da escala japonesa.

O caso mais grave aconteceu em um shopping da rede Aeon, na cidade de Kashima. Após o terremoto, uma explosão atingiu o local e parte do teto desabou. Há relatos de mortos, feridos e pessoas presas sob os escombros.

Uma emissora local informou que entre 20 e 30 trabalhadores estão desaparecidos. A polícia afirma que pode haver “um número considerável” de mortos, mas o balanço oficial ainda está sendo fechado.

A primeira-ministra Sanae Takaichi disse que o governo ainda avalia a extensão dos danos e pediu que a população priorize a própria segurança.

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Japão teme novos tremores

O terremoto principal foi seguido por quatro tremores secundários, com magnitudes entre 4,4 e 5,6. A Agência Meteorológica do Japão alertou que novos abalos fortes podem ocorrer nos próximos dias.

Moradores das áreas mais afetadas foram orientados a permanecer atentos por cerca de uma semana, especialmente por causa do risco de deslizamentos de terra e novas réplicas.

Mais de 150 mil pessoas receberam orientação para seguir a centros de evacuação. A destruição também afetou serviços essenciais.

Cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica. Trens-bala foram suspensos, o aeroporto de Kumamoto fechou a pista e operadoras de telefonia registraram falhas por causa da falta de energia e danos nas linhas de transmissão.

Apesar da gravidade, autoridades nucleares japonesas informaram que não foram registradas irregularidades em usinas da região.

O tremor foi sentido até na Coreia do Sul, com pequenos abalos relatados em Incheon, perto de Seul.

O Japão está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das áreas com maior atividade sísmica do planeta. Há dez anos, outro grande terremoto em Kumamoto deixou 275 mortos e milhares de feridos.

Agora, o país corre contra o tempo para resgatar sobreviventes e se preparar para a possibilidade de novos tremores.

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