Presidente disse que o regime conseguiu dados secretos de mais de 220 milhões de eleitores americanos.

Na noite desta quinta-feira (16), Trump fez um pronunciamento em rede nacional no qual afirmou ter encontrado uma série de irregularidades no sistema eleitoral americano.
Um dos principais pontos que ele levantou foi a possibilidade do governo chinês ter interferido a favor de Joe Biden na disputa de 2020, que ele perdeu.
A fala do presidente foi criticada pelo porta-voz do Ministério das Relações Internacionais da China, Lin Jian.
Ele afirmou que seu país “não tem nenhum interesse nem nunca interferiu nas eleições dos Estados Unidos”:
“Pelo contrário, quem é que intervém com frequência nos assuntos internos de outros países? Quem realiza há muito tempo uma vigilância indiscriminada de governos, empresas e cidadãos em todo o mundo?”, questionou.
Além disso, seguiu pedindo que Washington procure melhorar as relações bilaterais ao invés de “usar a China como tema de campanha eleitoral”.
O presidente afirmou que documentos desclassificados mostram que a China teve acesso a cerca de 220 milhões de registros de eleitores americanos desde 2020:
“Ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a República Popular da China realizou o que se acredita ser a maior violação de dados eleitorais da história, resultando na aquisição ilícita, por parte da China, de 220 milhões de registos de eleitores dos EUA”.
Segundo ele, essas informações poderiam ser usadas para espionagem, manipulação de cadastros e interferência estrangeira nas eleições.
O presidente também declarou que esse episódio representa “uma das maiores falhas de segurança eleitoral” já registradas no país.
A disputa entre os dois países tem sido um dos principais motores das mudanças na geopolítica do século XXI.
A Brasil Paralelo analisou a fundo o movimento internacional com a trilogia O Fim das Nações. Assista ao primeiro episódio completo abaixo: