De Aécio a Ciro Gomes, eleição de 2026 deixa antigos protagonistas fora do jogo
Ex-governadores, ex-ministros e senadores com décadas de atuação não conseguiram se eleger ou renovar seus mandatos no primeiro turno.

A eleição de 2026 não mudou apenas a composição do Congresso que agora aparece com uma orientação mais à direita. Também deixou fora dos cargos uma série de nomes que ocuparam posições centrais na política brasileira nas últimas décadas.
A lista reúne antigos candidatos à Presidência, ex-governadores, ex-ministros e parlamentares com longas trajetórias. Alguns buscavam a reeleição. Outros tentavam voltar ao Congresso ou assumir um novo cargo.
Entre os principais nomes estão:
Aécio Neves (PSDB-MG), ex-governador, ex-senador e candidato à Presidência em 2014;
Ciro Gomes (PSDB-CE), ex-governador, ex-ministro e candidato à Presidência quatro vezes;
José Dirceu (PT-SP), ex-ministro da Casa Civil;
Marina Silva (Rede-SP), ex-senadora, ex-ministra e candidata à Presidência;
Simone Tebet (PSB-SP), ex-senadora, ex-ministra e candidata à Presidência em 2022;
Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-senadora e ex-ministra;
Roseana Sarney (MDB-MA), ex-governadora e ex-senadora;
Benedita da Silva (PT-RJ), ex-governadora, ex-senadora e ex-ministra;
Senadores também perdem espaço
A renovação atingiu políticos que já ocupavam o Senado.
Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Ciro Nogueira (PP-PI) não conseguiram renovar seus mandatos.
O mesmo aconteceu com Renan Calheiros (MDB-AL), senador desde 1995, além de Esperidião Amin (PP-SC), Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e Soraya Thronicke (PSB-MS).
Outros nomes conhecidos também ficaram sem vaga:
Marcelo Crivella (Republicanos-RJ);
Paulo Pimenta (PT-RS);
Delúbio Soares (PT-GO);
Jorge Viana (PT-AC);
Leila Barros (PDT-DF);
Vicentinho (PT-SP);
Rui Falcão (PT-SP);
Paulo Teixeira (PT-SP).
A eleição também frustrou candidaturas de famosos que vieram de fora da política tradicional.
Vanderlei Luxemburgo;
Edmundo;
Luís Fabiano;
Marcelinho Carioca;
Tiririca;
Datena;
Rachel Sheherazade;
Silvia Abravanel;
Manoel Gomes, o Caneta Azul.
Esses nomes estão entre os mais conhecidos que não conseguiram uma vaga.
O resultado sugere uma vontade de renovação em parte do eleitorado. A derrota de tantos nomes tradicionais, porém, não teve uma única explicação.
Carreiras marcadas por décadas de poder, suspeitas de escândalos envolvendo alguns nomes, mudanças no equilíbrio entre os partidos e disputas locais ajudaram a redesenhar o Congresso.
Decisões judiciais também alteraram o cenário de algumas candidaturas durante a eleição. O efeito produzido pelo primeiro turno foi a saída de personagens que atravessaram diferentes momentos da política brasileira e a abertura de espaço para uma nova composição de forças.
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