Política5 min de leitura

Quem é Alfredo Gaspar? O vice da chapa de Flávio Bolsonaro

A escolha contraria a expectativa por um nome feminino e formando uma chapa pura do PL.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Alfredo Gaspar
Fonte da imagem: Câmara dos Deputados

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Após meses de expectativa e articulações, Flávio Bolsonaro anunciou Alfredo Gaspar como nome escolhido para a vice-presidência em sua chapa.

Pouco antes da divulgação, Flávio publicou um vídeo dizendo que o anúncio marcaria um “momento histórico”. A escolha reforça um eixo central da campanha: segurança pública e discurso anticorrupção.

A escolha também quebra a expectativa em torno da indicação de uma mulher para compor a chapa. Além disso, Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar formam uma chapa pura, com os dois nomes filiados ao mesmo partido.

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Quem é Alfredo Gaspar?

Alfredo Gaspar de Mendonça Neto nasceu em Maceió, em 1970. Advogado, construiu sua carreira pública no Ministério Público de Alagoas, onde atuou por 24 anos como promotor de Justiça.

No MP, passou por diferentes promotorias, coordenou o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas e foi o primeiro alagoano a presidir o Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado.

Também ocupou por duas vezes o cargo de procurador-geral de Justiça de Alagoas.

A pauta da segurança pública virou uma de suas principais marcas.

Gaspar foi secretário de Defesa Social e, depois, secretário de Segurança Pública de Alagoas.

À frente da pasta, atuou no enfrentamento à violência e ao crime organizado. O período é citado por aliados como um dos pontos centrais de sua biografia política.

Sua primeira disputa eleitoral aconteceu em 2020, quando concorreu à Prefeitura de Maceió pelo MDB. Ele chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por JHC.

Dois anos depois, foi eleito deputado federal por Alagoas, filiado ao União Brasil. Terminou a eleição como o segundo deputado mais votado do estado e o primeiro da capital.

Trabalho contra o crime organizado

Na Câmara, concentrou sua atuação em temas ligados à segurança pública, combate à corrupção, endurecimento penal e fiscalização de recursos públicos.

Também passou por comissões como Constituição e Justiça e Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Em 2025, ganhou projeção nacional ao assumir a relatoria da CPMI do INSS, comissão criada para investigar fraudes contra aposentados e pensionistas.

Em 2026, deixou o União Brasil, filiou-se ao PL e assumiu o comando estadual do partido em Alagoas.

No mesmo período, também passou a responder a um processo no Conselho de Ética da Câmara por suposta quebra de decoro parlamentar. O caso segue em tramitação.

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Acusações durante a CPMI do INSS

A trajetória recente de Alfredo Gaspar também foi marcada por uma acusação feita durante a CPMI do INSS.

Em março de 2026, na última sessão da comissão, o deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke chamaram Gaspar de “estuprador”. A acusação citava um inquérito sobre estupro de vulnerável em Alagoas.

Gaspar nega a acusação. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou ter doado material genético à Polícia Científica de Alagoas para colaborar com a investigação.

Na época, ele também protocolou uma representação por denunciação caluniosa e acionou a Procuradoria-Geral da República para pedir a responsabilização dos parlamentares que fizeram a acusação.

Para Gaspar, o caso foi usado como “cortina de fumaça” para desviar a atenção do relatório da CPMI, no qual ele havia pedido indiciamentos ligados ao escândalo do INSS, incluindo o de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

O relatório acabou derrubado por 19 votos a 12.

A escolha de Gaspar indica que Flávio Bolsonaro quer levar para a chapa um nome associado ao Ministério Público, à segurança pública e ao combate ao crime organizado.

Com isso, o PL tenta transformar a pauta da violência e da corrupção em um dos principais eixos da disputa presidencial.

A escolha de Gaspar indica que Flávio Bolsonaro quer levar para a chapa um nome associado ao Ministério Público, à segurança pública e ao combate ao crime organizado.

Com isso, o PL tenta transformar a pauta da violência e da corrupção em um dos principais eixos da disputa presidencial.

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