Como estão as guerras no Oriente Médio? Veja os conflitos que seguem ativos na região
Guerras envolvendo Israel, Irã e grupos terroristas estão espalhadas por essa parte do mundo.

O Oriente Médio é sem dúvidas uma das regiões mais politicamente conturbadas em todo o mundo.
Por conta de suas riquezas naturais e recursos estratégicos como o Petróleo, a região está no centro dos interesses das grandes potências.
Além disso, como um espaço central na construção religiosa da humanidade, há uma série de diferenças religiosas e ideológicas que ajudam a alimentar conflitos por lá.
Veja abaixo como estão os conflitos ativos no Oriente Médio no final de 2026.
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EUA e Irã continua
Uma das guerras mais recentes e polêmicas na região começou em fevereiro, quando Trump ordenou a morte do Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país.
Na época, o presidente afirmou que a ação desencadearia um conflito curto e incentivou os iranianos a desertarem e derrubarem a República Islâmica.
No entanto, isso não aconteceu. O mundo testemunhou uma série de protestos a favor do regime no mundo islâmico e os EUA passaram a conduzir uma campanha de ataques a alvos estratégicos.
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã fechou o Estreito de Ormuz, rota estratégica para cerca de 20% do petróleo mundial.
Os EUA e países aliados tem oferecido proteção para embarcações que atravessam a passagem, porém o fluxo está em 8,3% do que se via antes da crise, segundo o site El Estrecho Digital.
Até o momento, a estimativa é de que a guerra está custando mais de R$250 bilhões aos cofres americanos, superior em 25% ao esperado pelo Departamento de Defesa.
O último ataque americano ao território iraniano aconteceu no começo de fevereiro e mirou alvos militares como defesas aéreas, sistemas de radares e equipamentos marítimos.
Apesar disso, uma das bombas atingiu um casamento e tirou a vida de ao menos cinco pessoas.
Separatistas assolam o Irã
Enquanto os combates com os americanos parecem perder o ritmo, o regime iraniano ainda tem enfrentado problemas com forças separatistas.
Além dos ataques curdos apoiados pelos EUA na região da fronteira com o Iraque, o país também enfrenta problemas próximo ao Paquistão.
Conforme o enfraquecimento militar do país causado pelos ataques americanos se aprofundou, cidades na região de Sistão e Baluchistão caíram nas mãos de insurgentes sunitas.
Os militantes têm intensificado emboscadas e ataques a bomba contra as forças de segurança em estradas do país.
Israel e Hamas na Faixa de Gaza
Um dos conflitos mais emblemáticos e polêmicos das últimas décadas começou após o atentado de 7 de outubro de 2023.
A intensa reação israelense devastou a Faixa de Gaza e enfraqueceu o poder do grupo terrorista Hamas.
Atualmente, os combates foram paralisados após a assinatura de um cessar-fogo mediado por Donald Trump.
No entanto, células descentralizadas do Hamas tem violado os acordos e combatido soldados israelenses.
Enquanto o grupo aceitou politicamente os termos apresentados pelo presidente americano, ele ainda teme abrir mão de seu arsenal, etapa decisiva para a paz definitiva.
Israel e Hezbollah lutam no Líbano
Outro conflito que envolve Israel está acontecendo no Líbano. O país abriga o Hezbollah, uma das maiores milícias apoiadas pelo Irã.
As operações israelenses tomaram outra proporção após o Sul do país ser ocupado militarmente ainda em 2024.
A justificativa foi que o grupo estava fazendo a população que morava na região da fronteira deixar suas casas.
Após os atentados do 7 de outubro, o Hezbollah começou a atacar a área para apoiar a ação do Hamas em Gaza.
A situação se tornou ainda mais intensa em março deste ano, quando Israel fez uma nova onda de avanços sobre o Líbano, chegando à capital Beirute.
A movimentação fez com que as conversas de paz entre EUA e Irã. Na época, Trump chegou a perder a cabeça e gritar com Netanyahu no telefone, perguntando “você é louco” aos berros, segundo relatos da Axios.
Mesmo com o recuo causado pela intervenção de Trump, Israel segue combatendo o Hezbollah no Sul do Líbano.
Guerra civil segue no Iêmen
Um dos conflitos em atividade há mais tempo no mundo, a guerra civil iemenita começou como um reflexo da Primavera Árabe, em 2014.
O conflito coloca os rebeldes radicalizados xiitas do clã dos Houthis, apoiados pelo Irã, contra o governo iemenita.
Uma brutal intervenção da Arábia Saudita tem marcado a guerra civil, com bombardeios e o uso de munição cluster, consideradas ilegais pela maioria dos países, mas produzidas no Brasil.
O país tinha assinado um cessar-fogo mediado pela ONU em 2022, mas rompeu mês passado após uma ofensiva Houthi na costa do Mar Vermelho.
Ao longo dos últimos anos, os rebeldes têm chamado a atenção do mundo ao organizar ataques contra embarcações de Israel e seus aliados no estreito de Bab el-Mandeb, no Sul do Mar Vermelho.
As ações seriam uma retaliação aos ataques contra Gaza e o Líbano. Os Houthis também são financiados pelo regime iraniano e fazem parte do chamado Eixo da Resistência.
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