Cientista encontra mancha na Lua e descobre a maior cratera recente do sistema solar
Estrutura tem 222 metros de largura e surgiu após a queda de uma rocha espacial do tamanho de um prédio de até seis andares.

Um cientista estava comparando imagens da Lua quando uma mancha chamou sua atenção.
O ponto claro não aparecia nos registros mais antigos. Ao redor dele, havia um grande halo escuro.
Ali estava uma cratera que não existia antes.
A descoberta levou cientistas a identificar a maior cratera recém-formada já encontrada no Sistema Solar, segundo a Nasa.
Batizada de McGetchin, ela tem cerca de 222 metros de largura e 43 metros de profundidade.
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Uma colisão que acontece uma vez por século
Os pesquisadores compararam diferentes imagens e concluíram que ela surgiu entre 11 de abril e 22 de maio de 2024.
A causa foi a queda de um asteroide ou cometa com dimensões comparáveis às de um prédio de três a seis andares.
Impactos na Lua são comuns. O satélite praticamente não tem atmosfera para destruir ou desacelerar rochas espaciais antes que elas atinjam o solo.
A diferença está no tamanho.
A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter já ajudou a encontrar mais de mil novas crateras em 17 anos. A maioria é muito menor.
Segundo os pesquisadores, uma colisão capaz de produzir uma estrutura como a McGetchin acontece aproximadamente uma vez por século.
O impacto mudou até a temperatura do local
A colisão deixou outra marca.
Uma região de cerca de 6,4 quilômetros ao redor da cratera fica aproximadamente 9°C mais fria durante a noite do que as áreas vizinhas.
Isso aconteceu porque o impacto remexeu a poeira e os fragmentos de rocha da superfície lunar. O material ficou menos compacto e passou a reter menos calor.
A descoberta agora pode ajudar cientistas a entender melhor como grandes impactos transformam a Lua.
Também pode servir para o planejamento de futuras missões, incluindo a circulação de veículos sobre o solo lunar.
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