Chefe da agência negou interferência política e disse que a escolha seguiu critérios técnicos, como experiência e disponibilidade.

Poucos meses depois de a humanidade voltar à Lua, a Nasa anunciou os quatro astronautas da próxima etapa do programa Artemis.
A nova tripulação chama atenção porque, após a missão anterior contar com uma mulher, desta vez todos os integrantes são homens.
A tripulação será formada pelos americanos Randy Bresnik, Frank Rubio e Andre Douglas, além do italiano Luca Parmitano. Eles participarão da missão Artemis III, uma etapa de testes que prepara o retorno do ser humano à superfície da Lua.
O chefe da Nasa, Jared Isaacman, afirmou que a escolha da tripulação não teve relação com decisões políticas.
“O Escritório de Astronautas designa a tripulação que oferece à missão a melhor possibilidade de cumprir seus objetivos”.
Segundo ele, a seleção leva em conta fatores como perfil, experiência e disponibilidade dos astronautas.
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Randy Bresnik será o comandante da missão. Ele entrou na Nasa em 2004 e é o único integrante do grupo que voou em um ônibus espacial antes da aposentadoria desse tipo de nave.
Frank Rubio será um dos especialistas da missão. Ele tem ascendência salvadorenha e detém o recorde de maior permanência no espaço em uma única missão pelos Estados Unidos: 371 dias.
Andre Douglas também atuará como especialista. Ele foi membro da tripulação reserva da Artemis II.
O italiano Luca Parmitano será o piloto. Ex-coronel da Força Aérea Italiana e piloto de testes, ele se tornará o primeiro europeu a participar de uma missão Artemis.
Apesar de participar do mesmo projeto, a Artemis III não levará astronautas à superfície lunar.
A missão será feita em órbita baixa da Terra e deve durar cerca de duas semanas. O objetivo será testar a cápsula Orion, além de manobras de encontro e acoplamento com módulos de pouso lunar.
Na prática, será uma espécie de ensaio geral para reduzir riscos antes das tentativas de pouso previstas para 2028, nas missões Artemis IV e Artemis V.
Segundo a Nasa, a Orion deverá se acoplar primeiro ao módulo lunar da Blue Origin. Depois, a Starship, da SpaceX, também será lançada para realizar uma etapa de acoplamento com a cápsula.
A Nasa afirma que a preocupação com a ausência de mulheres ou negros nesta tripulação faz parte de uma interpretação incompleta do programa.
Isaacman disse que já existem astronautas em treinamento específico para missões de pouso lunar e que alguns deles se encaixariam melhor em etapas futuras.
A Nasa afirma estar confiante em retornar à Lua antes do fim de 2028. Porém, parte da missão depende de empresas privadas, como SpaceX e Blue Origin, que ainda não concluíram os módulos de pouso lunar.
A Starship sofreu falhas em testes recentes. O foguete New Glenn, da Blue Origin, também enfrenta problemas de desenvolvimento.
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