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Política•5 min de leitura

Boulos diz que vai pedir a prisão de Ricardo Nunes

Campanha de Lula acusa a prefeitura de disponibilizar apenas 60% dos ônibus na capital.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Guilherme Boulos
Fonte da imagem: Reprodução

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Próximo envio em
23h
31m
50s

Guilherme Boulos disse que vai pedir a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), após o segundo turno das eleições.

“Vamos pedir a prisão de Ricardo Nunes e do Secretário Municipal de Transportes ao TRE/SP. Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo”, o ministro publicou no X.

A acusação é de que os ônibus da capital não estariam circulando com a frota completa, apesar das determinações da Justiça.

Segundo a campanha do presidente Lula, foram disponibilizados apenas 60% da frota completa.

A coligação do presidente pediu a “intimação imediata do Município de São Paulo e da SPTrans, pelo meio mais expedito, para que restabeleçam a operação de 100% da frota de ônibus até o encerramento da votação e o retorno dos eleitores”.

No mesmo dia, o secretário de transportes de Salvador, Pablo Souza, teve a prisão decretada por acusações de redução da frota.

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Justiça determina que todos os ônibus devem estar disponíveis

No sábado anterior às eleições, o juiz Tiago Ducatti Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, havia determinado que 100% dos veículos deveriam operar.

Essa decisão está de acordo com a Resolução TSE 23.751/2026, do STF, que exige transporte público gratuito:

"O encerramento às 17h pressupõe que o eleitor tenha tido, durante todo o período de votação, condições regulares de acesso à seção. A própria lei afasta a rigidez do horário em favor do eleitor presente, o que revela a prioridade do sistema: o exercício do sufrágio prevalece sobre o termo final quando o impedimento não é imputável ao eleitor", está na decisão.

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Prefeitura disse que cumpriria a decisão

Em nota, a prefeitura de São Paulo criticou o fato da mobilização ter sido feita às vésperas da disputa, mas disse que trabalharia para seguir a decisão:

“A Prefeitura, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans cumprirão a determinação judicial, ainda que desnecessária, e já comunicou às concessionárias. Agora, elas têm menos de 12 horas para mobilizar sua mão de obra e localizar mais de 10 mil trabalhadores e tirá-los de seu direito à folga, colocando em risco inclusive seu direito ao voto, já que o escalonamento já havia sido programado”.

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