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A maior parte da tarifa dos EUA contra o Brasil se deve à censura, diz representante americano

Ao lado do Secretário do Tesouro do governo Trump, ele também disse que há uma preocupação extrema com o Estado de Direito e com a violação de direitos humanos no país.

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Redação Brasil Paralelo
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Secretério do Tesouro, Scott Bessent, à esquerda, com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
Fonte da imagem: Secretério do Tesouro, Scott Bessent, à esquerda, com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Foto: The New York Times.

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Duas autoridades americanas se reuniram diante da imprensa e foram confrontadas diretamente sobre a situação do Brasil. O jornalista questionou as tarifas aplicadas no Brasil sob à luz da lei de 1977. 

No caso, ele se referiu à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Essa lei dá ao presidente dos Estados Unidos a autorização para regular o comércio internacional em situações de emergência.

O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, responde ao jornalista dizendo que da tarifa de 50% aplicada ao Brasil, apenas 10% possuem motivações econômicas, enquanto os outros 40% são motivados por violação de direitos humanos, inclusive de cidadãos americanos, veja o momento:

A fala aconteceu no mesmo período em que o governo Lula comemora uma possível abertura de Trump para negociação.

Lula confirma reunião com EUA para negociar tarifaço e sanções

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta-feira (15) que representantes do Brasil e dos Estados Unidos se reúnem nesta quinta (16) em Washington para discutir o tarifaço imposto por Trump em agosto e as sanções aplicadas a autoridades brasileiras.

O encontro será entre o secretário de Estado americano Marco Rubio e o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira

Durante um evento no Rio de Janeiro, Lula comentou a ligação que teve com Trump na semana passada:

“Eu comecei a falar o que devia falar. Aí, não pintou química, pintou uma indústria petroquímica.”

Lula afirmou ter pedido uma conversa “sem liturgia” e lembrou que ambos completam 80 anos. Ele em outubro de 2025 e Trump em junho de 2026. Veja o momento:

Enquanto o governo Lula comemora o avanço das negociações, Paulo Figueiredo alerta para as motivações políticas das tarifas expressadas pelo governo americano. 

O Brasil conseguirá reverter as tarifas com negociações econômicas ou terá que fazer as mudanças políticas apontadas por Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro? 

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