Há 10 anos, a Gazeta do Povo decidiu tornar públicas as ideias que orientam seu jornalismo
O jornal reuniu 28 convicções sobre liberdade, família, democracia e limites do Estado. Uma década depois, elas continuam servindo de base para suas posições editoriais.

Todo jornal escolhe o que considera importante. Decide quais assuntos merecem espaço, quais perguntas precisam ser feitas e como determinados temas serão abordados.
Em 2017, a Gazeta do Povo decidiu ir além e colocar no papel os princípios que orientavam essas escolhas. Esse movimento, inédito na imprensa brasileira, foi feito no momento em que o jornal se tornou 100% digital e encarou o desafio de ser uma alternativa nacional à grande mídia.
Foram publicadas 28 convicções sobre temas que vão da dignidade da pessoa humana à liberdade de expressão. O conjunto também trata de:
família;
democracia;
livre iniciativa;
papel do Estado;
subsidiariedade;
representação política.
A intenção era deixar claro para o leitor de onde o jornal partia.
“Queríamos dar muita clareza para a sociedade a respeito do nosso propósito”, afirma Guilherme Cunha Pereira, presidente da Gazeta do Povo.
Dez anos depois, o balanço é que a publicação dos valores por trás do jornalismo da Gazeta trouxe mais transparência e consistência ao que é entregue ao leitor. Markdown colado
O ponto de partida está na dignidade humana
O conjunto de convicções da Gazeta do Povo vai além da publicação de diretrizes editoriais, muito comuns na imprensa, e que geralmente se atêm ao papel do veículo de comunicação e suas práticas jornalísticas. O objetivo do jornal tem uma profundidade maior: refletir sobre nossa organização social, as virtudes do ser humano e o bem comum.
O ponto de partida é a visão da Gazeta sobre o necessário entendimento da democracia a partir do princípio da dignidade humana:
“Quando falamos de dignidade do homem, referimo-nos a algo que é intrínseco: vem do próprio fato de ser humano, vem de dentro. Não é concedida – e nem retirada – por ninguém: nem pelos que nos rodeiam, nem pelo Estado, nem pela cultura, nem pelo consenso social”, declara a Gazeta no texto específico sobre o tema.
A partir desse conceito, o jornal discorre sobre a relação entre Estado e sociedade, defendendo o princípio da subsidiariedade, segundo o qual o ideal é que os problemas sejam resolvidos sempre na menor esfera possível. Em outras palavras, esse princípio valoriza organizações locais e criadas pela sociedade, fazendo com que o Estado só assuma funções realmente necessárias.
Na economia, a posição da Gazeta é defender uma grande liberdade ao empreendedorismo, valorizando a atividade empresarial como um instrumento de desenvolvimento humano, e uma menor regulação das atividades profissionais.
Também fazem parte da visão do jornal a valorização da família, a defesa da vida desde a concepção e do papel da mulher na sociedade.
“Na prática, as convicções também servem como um guia para o nosso trabalho jornalístico. Diante dos dilemas naturais do dia a dia da cobertura editorial, temos uma base muito profunda para reflexão. As decisões sobre como abordar determinados temas ficam muito mais consistentes ao longo do tempo”, explica Cunha Pereira.
Quando uma convicção vira critério editorial
Um dos exemplos mais claros aparece na defesa da liberdade de expressão. Desde 2019, o jornal vem questionando decisões do Supremo Tribunal Federal que determinam a retirada de conteúdos ou limitam novas publicações.
Para o jornal, liberdade de expressão e democracia caminham juntas porque o cidadão precisa ter acesso à informação para formar seu voto, participar do debate público e cobrar quem exerce o poder.
Assim, mesmo quando a maioria dos veículos de imprensa apoiava medidas duras contra a livre expressão, a Gazeta se manteve coerente com o que defende em suas convicções.
As 28 convicções estão disponíveis na íntegra para consulta. Clique aqui para conhecê-las.
Dos leitores, o jornal não espera concordância com cada tema, mas a abertura para um diálogo baseado na busca do bem comum.
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