O que é uma orquestra sinfônica? Entenda sua composição e até mesmo sua psicologia

Redação Brasil Paralelo
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26/10/2021
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Desde sua elaboração, a orquestra sinfônica não para de evoluir. Começando com poucos instrumentos em pequenos salões europeus, pode hoje em dia ser composta por até 100 músicos.

Sua sonoridade, para além de um som agradável, é capaz de representar o universo e tocar muitas das áreas mais importantes da vida humana.

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O que é uma orquestra sinfônica?

Uma orquestra sinfônica é a união de 80 a 100 instrumentos que, juntos, produzem harmonia, melodia e ritmo no tempo, ou seja, música. Cada instrumento ou união de instrumentos produz um dos 3 elementos da música.

Uma das razões de ser chamada música erudita é a complexidade das músicas produzidas pelas orquestras.

O nome orquestra vem do nome do fosso que ficava debaixo do palco dos teatros gregos. Os músicos dos teatros ficavam num círculo abaixo do palco e da plateia para que o som fosse transmitido a todos os espectadores, graças a arquitetura dos teatros gregos.

Esta parte inferior se chamava orquestra. Assim, o espaço de agrupamento dos músicos ocidentais ficou até hoje conhecido como orquestra.

A palavra orquestra vem do termo grego orkestra, que significa lugar de dança. Além dos instrumentalistas, os dançarinos também ocupavam tal espaço. 

Já a palavra sinfônica vem do termo grego synfonia, que significa todos os sons juntos. 

A orquestra sinfônica pode tocar diversos tipos de músicas, desde sinfonias e óperas a até mesmo concertos. 

Outra característica essencial da orquestra sinfônica é a presença de no mínimo 80 músicos, de 80 instrumentos, podendo chegar até 100.

A orquestra é formada, na maioria das vezes, por 5 grupos diferentes.

Os grupos de uma orquestra sinfônica

Os grupos ou famílias de instrumentos são:

  • As madeiras: clarinetes, flautas, flautins, clarinete baixo, fagotes, contra fagotes, corne-inglês e oboés.
  • As Cordas: violoncelos, violinos, violas, contrabaixos, harpas.
  • Os Metais: trompetes, trombones, trompas, tubas.
  • Os Instrumentos de Percussão: tímpanos, triângulo, caixas, bombo, pratos, carrilhão sinfônico, entre outros.
  • Os instrumentos de Teclas: órgão, piano e cravo.

A família das madeiras é caracterizada pelos instrumentos de sopro, e não pela matéria que compõem o instrumento. Seu som se assemelha aos dos pássaros.

A família das cordas produz som a partir da vibração. Cada instrumento desta família tem suas cordas vibradas de maneira diferente, gerando uma grande variedade de sons.

Tais instrumentos possuem grande variedade de tons. 

Os instrumentos de tecla podem ser categorizados nesta família.

Os metais possuem a capacidade de produzir sons mais pesados, mais graves, podendo gerar sentimentos de seriedade ou potencializar outros sentimentos. Seus sons são os mais altos das famílias da orquestra sinfônica. 

Já a família da percussão é que produz os sons mais simples de todos, não possui grande variedade, sendo responsável pelo ritmo da obra

A família das teclas é uma das mais completas de todas. Seus instrumentos, principalmente o piano, possuem alcance de variados sons em variados tons. Estes instrumentos, sozinhos, conseguem gerar melodia, harmonia e ritmo. 

A posição das famílias da orquestra no palco afeta o equilíbrio musical. Elas precisam estar dispostas nos lugares corretos para gerarem a harmonia necessária.

Instrumentos de uma orquestra

Qual a diferença entre orquestra sinfônica e filarmônica?

A diferença entre uma orquestra sinfônica e uma orquestra filarmônica se dá apenas pela origem do financiamento de cada uma.

A orquestra sinfônica é financiada pelo governo, enquanto a orquestra filarmônica é financiada por iniciativa privada, seja particular ou coletiva, sem fins lucrativos. 

Contudo, entre as orquestras filarmônicas, de câmara e de cordas, existe uma verdadeira diferença substancial.

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Diferença entre orquestra sinfônica de câmara e de cordas

o que é orquestra
Orquestra de cordas.

A diferença entre estes 3 tipos de orquestra reside nos instrumentos presentes em cada uma delas, afetando totalmente o tipo de música produzida.

A orquestra de câmara é semelhante a orquestra sinfônica nos sons dos instrumentos, porém ela é muito menor. A orquestra de câmara possui de 20 a 30 instrumentos.

Seu tamanho é reduzido para caber em locais particulares ou salões. Ela surgiu no período do Barroco, final do século XVI. A orquestra de câmara tem o diferencial de não precisar de maestro. 

A formação da orquestra de câmara é caracterizada pelos instrumentos de corda e alguns de sopro.

Já a orquestra de cordas, como o nome diz, possui apenas instrumentos de cordas. Não possui um número exato de instrumentos e músicos.

Toda essa variedade presente nas orquestras tem um impacto profundo na alma humana; do contrário, não teria se desenvolvido tanto e por tanto tempo.

O psicólogo Jordan Peterson destrincha o motivo de a música possuir tanta importância na vida humana.

Psicologia da orquestra sinfônica

A orquestra sinfônica toca em muitas das principais áreas da psicologia humana.

Segundo os estudos do psicólogo canadense, Jordan Peterson, a música gera na mente humana uma representação da própria vida.

No momento em que sons aleatórios se unem e geram harmonia, a mente imediatamente recebe a sensação de sentido. 

Esta sensação produz uma das maiores satisfações humanas possíveis, pois a pessoa já não se sente mais um amontoado de células, mas se torna alguém.  

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A união de sons diferentes produzindo sentido perfaz automaticamente uma analogia com a vida. A pessoa que escuta pode até não perceber conscientemente, mas isso faz com que ela receba uma sensação de sentido, como demonstrado pela neurologia.

A orquestra pode transmitir a sensação que as próprias vidas individuais têm um significado, como se cada momento das histórias dos ouvintes fosse uma nota com um porquê.

Jordan Peterson explica que a música é um padrão que se sucede no tempo e que, de tempos em tempos, apresenta variações que revelam novos elementos possíveis.

Dessa maneira, a música em si é uma representação do próprio cosmos, e, mais ainda, da própria vida humana.

Assim como a união de várias notas diferentes, corretamente dispostas, produz harmonia na música, a união de vários elementos naturais, corretamente dispostos, produz a ordem natural com suas leis inquebráveis e perfeitas.

E, dentro da realidade humana, que participa desta última e produz a primeira imitando a harmonia do cosmos, a música também representa uma harmonia desejável na vida ao acertar em diversos de seus aspectos. 

Uma pessoa não deseja agir bem apenas no trabalho, mas deseja ter sucesso romântico, ter bons amigos, ou seja, ter sucesso nas diferentes realidades que decidiu viver.

Uma frustração num dos aspectos da vida causa incômodo, assim como a dissonância sonora. As duas dores são a mesma coisa, assim como a harmonia musical e a harmonia psicológica são o mesmo prazer. 

Quando a música é boa e alegre, muitas pessoas dançam; quando a vida está boa e alegre, muitas pessoas dançam.

A música é uma comunicação não verbal dos aspectos mais importantes da vida. 

Por possuir mais instrumentos e um predomínio da harmonia e melodia sobre o ritmo, a música das orquestras sinfônicas consegue causar um efeito de satisfação muito mais elevado na mente humana.

Contudo, as músicas de estilo moderno, onde o ritmo predomina, estimulam os movimentos mais animalescos do ser humano de maneira a aprisionarem os sentimentos superiores da alma.

  • Entenda mais sobre a importância da música para a vida humana, bem como os diversos efeitos que ela pode causar em você através do documentário A Primeira Arte. Diversos músicos consagrados e cientistas premiados serão seus guias. 
“Escutar música modela essa relação [ordem e caos]. O que a música faz é transmitir formas previsíveis em múltiplos níveis que se transformam na quantidade certa. A música é uma arte representativa muito forte, porque é assim que o universo é. 
Existe um elemento de dança, repetitivo, e então lindas e pequenas variações que geram sentido, que surpreendem e deliciam o apreciador. A música mostra que a vida tem sentido”.  Jordan Peterson.

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