O que a televisão faz com as pessoas? Entenda a influência da TV e seu impacto na educação infantil

Redação Brasil Paralelo
Redação Brasil Paralelo
2/9/2021
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“A tela é uma interface em que não há vínculo afetivo”. De acordo com Samia Marsili, mãe de 6 meninos, médica pediatra e palestrante, a TV é um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento infantil nos lares, é uma vilã. Mas qual será o motivo desse efeito tão negativo nas crianças? Afinal, o que a televisão faz com as pessoas?

Antes de encontrar respostas a tais indagações, é preciso retornar às origens e observar quais são os efeitos da televisão em adultos também e como a TV é, hoje, um instrumento de manipulação de massa.

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A televisão e os primeiros indicativos negativos

Em 1926, aconteceu em Londres a primeira aparição pública da televisão, quando o escocês John Logie Baird exibiu publicamente a imagem de um rosto humano em vídeo.

No Brasil, a pré-estreia aconteceu em 3 de abril de 1950. No mesmo ano, no dia 10 de setembro, a televisão foi usada para transmitir um filme onde Getúlio Vargas falava sobre seu retorno à vida política.

Finalmente, em 18 de setembro, a TV Tupi de São Paulo foi inaugurada. Assim, a televisão instalava-se oficialmente no Brasil e se consolidava o sonho de um pioneiro da comunicação: Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo.

Era ele quem controlava uma cadeia de jornais e emissoras chamada Diários Associados.

Pouco tempo depois, a partir dos anos 60, o uso dos satélites permitiu a transmissão imediata dos mais diversos acontecimentos em qualquer lugar do mundo. Rapidamente, a televisão mostrou que não seria somente um eletrodoméstico como os outros.

O que está além do aparelho de TV?

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A resposta rápida e curta, mas que oculta uma complexa abrangência é: a mente humana.

A invenção da televisão permitiu a viagem da imagem e do som de qualquer lugar diretamente para os lares. Ao longo deste artigo, as consequências disso ficarão cada vez mais claras.

Por hora, é válido ressaltar que ao abordar o tema do que a televisão faz com as pessoas e, especialmente, dos efeitos da televisão na educação infantil, não se diz exclusivamente do aparelho de TV.

Genericamente, o tema aborda todos os aparelhos de tela, como tablets, celulares, computadores, notebooks, videogames e afins.

Além de ser um objeto que veicula imagens e sons, a televisão se tornou um instrumento de diversão passiva e informação, ou desinformação. Quando se critica a televisão, além de questionar os benefícios dessa tecnologia, também reflete-se sobre a própria grande mídia.

Como se trata de um meio de comunicação de massa, ainda hoje, a televisão continua sendo a estrela dos lares brasileiros. Longe de ser excluída pelo advento da internet, a TV foi agregada por ela.

Eis o fenômeno das Smart TVs. Por elas, o povo brasileiro é impactado em massa.

De que forma a TV interfere na vida das pessoas?

Em 2019, aproximadamente 96% das casas brasileiras tinham ao menos uma televisão. Além disso, o tempo médio em que as telas ficam ligadas alcança mais de 6 horas diárias.

Existe programação ativa por 24h informando sobre uma infinidade de temas.

O problema é que a televisão não apenas transmite o fato em si. Com a mágica da edição, pode-se escolher o que mostrar, como mostrar, o que focar e o que repetir. A televisão também facilitou uma vivência mais solitária e menos criativa, já que não exige muito esforço de convivência.

As telas permitem um prazer passivo. Para muitos trabalhadores é irresistível não chegar cansado após horas de trabalho, ligar a TV e simplesmente não pensar. E, embora passiva, a sensação que o telespectador tem ao assistir televisão é a de participação naquilo que vê, por causa dos movimentos, sons e interação.

É próprio desse meio absorver a atenção das pessoas de forma que tudo no vídeo pareça aceitável.

Destes pequenos aspectos, já se percebe uma mudança de hábito. Os hábitos individuais de estímulo mudam e os hábitos de interação entre as pessoas de uma mesma casa também mudam.

Por exemplo, o esforço empregado a ler um livro e a entendê-lo é maior do que o esforço de receber as informações passadas pela TV. Uma atividade envolve um maior uso da razão do que a outra.

A TV, intencionalmente ou não, favoreceu o individualismo e o enfraquecimento da personalidade. Ainda hoje, a televisão é a única fonte de informação de milhares de brasileiros. O que se apresenta nas telas é recebido imediatamente como verdadeiro.

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O que é a mídia sacerdotal?

A mídia jornalística, que ainda é muito forte nos telejornais transmitidos em rede nacional, desvirtuou-se do que deveria ser sua a essência.

Para o escritor e analista político, Flavio Morgenstern, a grande mídia adotou uma pretensão sacerdotal. Seu papel deveria ser informar os fatos tais como são, mas não é isso que se vê acontecendo.

A mídia aponta os caminhos a serem seguidos e quer transmitir o que é certo e o que é errado. A televisão é usada para apontar crenças a serem aceitas, roupas a serem usadas, objetos a serem adquiridos…

A televisão tornou-se um veículo de ideologias. Nas telas, comportamentos socialmente reprovados ganham ares de comportamentos comuns e banais.

Há uma outra resposta ainda mais direta à pergunta “o que a televisão faz com as pessoas?”. Ela é capaz de mudar comportamentos ao focar a programação no sexo vulgar, no horror, na violência, na prostituição, nas traições conjugais e em tipos diferentes de crimes.

Um jargão do passado, usado pelos editores de jornais diários, parece ainda vigorar em muitos tipos de programas de notícia:

“O que sangra, vai na frente”.

A primeira capa precisa mexer com a curiosidade. O sexo e a violência permanecem chamando a atenção das pessoas. Por isso, é muito comum que mesmo durante o almoço o foco dos jornais recaia nas piores reportagens.

Esse é um método perverso, que usa a pedagogia da desestruturação, alienação e perversão da personalidade.

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O que acontece com a vida das pessoas quando a televisão se instala?

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A influência da TV na vida das pessoas é cada vez mais nítida. Nos lugares onde a televisão chega e, com ela, os seus conteúdos, vê-se a deterioração dos costumes sociais locais.

Há um certo louvor à desonestidade, imoralidade, amoralidade, perversão, prostituição, desvios de conduta e alienação do sentido da vida.

A alimentação e o comportamento conjugal são especialmente alterados, como a moda e a necessidade de consumo. Há um exagero na transmissão de cenas de violência e sexo, corrupção e drogas, porque naturalmente as pessoas têm mais curiosidade por isso.

Onde está a curiosidade, está a audiência. E onde está a audiência está a oportunidade da manipulação e da venda.

Infelizmente, programas televisivos de alto valor social não são a maioria, embora existam.

O padrão é que, através da repetição de palavras e cenas, o comportamento positivo ou negativo das pessoas pode ser condicionado.

  • Conheça a estratégia de manipulação da opinião pública chamada Janela de Overton.

A influência da TV na vida dos adultos

É comum pensar que o conteúdo televisivo representa a cultura, mas, pelo contrário, ele pode moldar a sociedade passando novos valores, ideias e comportamentos. A televisão também se tornou um instrumento de engenharia social.

Quando o mundo vai sendo mostrado pelas telas de algum programa, não se pode pensar que aquilo é a realidade. Pode haver edições, recortes e ocultações. Nada é isento e imparcial, pois há sempre um dono de uma emissora e um diretor por trás de tudo o que se vê.

A triste realidade é que tudo pode ser falsificado nas telas, ou ignorado. No Brasil, a grande mídia costumeiramente produz conteúdos que ofendem a moral, a religiosidade e os bons costumes da sociedade.

Como já ressaltou o professor Olavo de Carvalho, o povo brasileiro é majoritariamente conservador e cristão. Mas a mídia, a política e o show business não é. Logo, o povo fica sem representação.

A televisão em si não é um problema. O fato de programas, imagens e sons saírem de uma tela não é um mal. Inclusive, nem toda influência é má.

Mas a televisão pode ser usada como instrumento de manipulação. Neste aspecto é que se entende da pior forma o que a televisão faz com as pessoas.

Agressividade e sexualidade

As emissoras lucram por meio da televisão. O conteúdo veiculado é pensado para gerar desejos nos espectadores. Além disso, por causa dos efeitos da guerra cultural, principalmente motivada pelos pensadores de Frankfurt, a televisão brasileira está repleta de ideologias marxistas.

Em vez de representar a vida de uma sociedade na tela, é representado o que os idealizadores dos programas querem que seja a vida, a realidade. Com a repetição, onde um povo começa a assistir novelas, por exemplo, aumenta-se o número de divórcios e de brigas conjugais.

Naturalmente, o ser humano já possui uma tendência à agressividade para defender sua vida e sua espécie e possui a inclinação ao sexo para conservar existência através da prole.

A influência da televisão na vida adulta consiste em provocar doses extras de violência e de erotismo. Dessa forma, estimula de forma exagerada o que já existe naturalmente. Quanto mais imatura for a mente, mais suscetível ela será de ser influenciada pelo que vê.

Foco comercial

O comercial tornou-se o principal produto oferecido pela televisão, que também se tornou um meio de venda. Os diversos programas televisionados trazem uma intenção e um espaço separado para o oferecimento de produtos relacionados ao conteúdo.

As pessoas são atraídas a ceder sua audiência a algo que as divirta e, por estarem ali assistindo, criam um momento propício à propaganda.

As pessoas gostam de histórias também. A novelas permitem que muitos participem da vida de vários personagens que se tornam reais na tela. Elas possuem um altíssimo poder condicionante, moldando o que é físico, mental e moral nas sociedades.

Assim, estilos de vida criados por escritores e diretores são passados a todos os que assistem.

Os donos das emissoras, diretores, artistas, publicitários e demais envolvidos, podem não ser verdadeiros ou bem intencionados naquilo que transmitem.

Os interesses comerciais podem não estar em nada relacionados ao bem da sociedade.

Saúde

Cresce o número de pessoas que recorrem aos médicos por causa de problemas no estômago, dores nas costas e má circulação nas pernas devido às longas horas sentadas em frente à televisão.

Com o prazer passivo e facilitado de relaxar em frente a uma tela somado à falta da prática de exercícios e à má alimentação, a obesidade torna-se cada vez mais comum.

E, se nos adultos os problemas já são graves o suficiente, quais não serão os efeitos da televisão sobre aqueles que ainda não estão completamente amadurecidos?

Qual a influência da televisão na vida dos jovens?

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Os jovens e as crianças podem ser especialmente afetados pela televisão, por causa da pouca experiência de vida que possuem. Como visto, o poder da repetição empregado nas telas é criar ar de normalidade ao que não é comum. O resultado é o condicionamento da mente.

Quanto mais nova for a pessoa, mais facilmente ela será influenciada.

Ainda que a televisão não seja a única culpada, o que se observou foi que a gravidez em menores de 17 anos aumentou com o estímulo do que se passa na TV, onde facilmente se vê atrizes e atores com vida sexual ativa e explícita.

A imitação dos artistas favoritos também aproximou a juventude de uma vida de festas mais desregrada, repleta de exageros alcoólicos.

Expostos à estimulação cerebral negativa, por qualquer tipo de tela, como os celulares, os jovens podem ter desejos materiais mais fortalecidos ao mesmo tempo em que valorizam mais a ociosidade e a irresponsabilidade.

O fenômeno dos jovens e adultos presos na quarta camada da personalidade não se desvincula desses acontecimentos.

O que se vê representado nas músicas de ostentação e nas que possuem forte temática de traição é mais um reflexo da influência que o jovem sofre ao se submeter às telas, às redes sociais e à pressão social artificial passada pela moda.

A vivência do sexo promíscuo, fácil, constante e irresponsável, tal qual os programas o veiculam, aumenta o número dos jovens que descobre a vivência sexual de forma precoce.

Como consequência há um maior número de decepções e desilusões amorosas, aumento nos casos de doenças sexualmente transmissíveis e na depressão. Pior, aumenta-se também a busca pelo aborto a fim de evitar a consequência do que deveria ter sido apenas um prazer momentâneo.

A religiosidade, que sempre foi um freio a tudo isso, é atacada pela grande mídia. O cristianismo está entre as religiões que mais é perseguida, sofrendo de acusações falsas e debochadas.

Finalmente, chega-se aos efeitos nas crianças.

O Efeito da televisão na vida das crianças

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Quem explica o efeito da televisão na vida das crianças é Samia Marsili, mãe de 6 meninos, médica pediatra e palestrante. Por seus estudos, ela se tornou uma especialista no assunto e tem ajudado milhares de famílias.

  • Ela é uma das convidadas da Brasil Paralelo a integrar a Escola da Família, uma iniciativa para ajudar as pessoas a preservarem suas relações familiares e terem ajuda com as melhores estratégias de educação.

Novamente, é preciso ressaltar que falar sobre o que a televisão faz com as pessoas é estender-se a qualquer exposição a telas, seja DVD, TV a cabo, computador, tablet, videogame ou celulares, especialmente os smartphones.

O primeiro foco de atenção, no entanto, está nos pais. A Dra. Samia explica que é comum as famílias pensarem que devem deixar os filhos constantemente distraídos, já que eles reclamam do tédio e que não têm nada para fazer.

Os pais, por sua vez, cansados, aliviam-se deixando que as telas distraiam seus filhos para que eles cuidem dos outros afazeres e descansem.

Mas as consequências são severas, pois agir assim é terceirizar a educação ao desconhecido.

Em sua exposição, a Dra. Samia recordou que as maiores mentes do mundo sequer frequentaram escola antes dos 6 ou 7 anos, que não tiveram celular ou televisão e que isso não prejudicou em nada o seu desenvolvimento intelectual.

Pelo contrário, o que parece ser um benefício, causa uma atrofia. Adequar-se às tecnologias de hoje não é estar preparado para as tecnologias na vida adulta. Se uma criança se acostuma a algum aparelho aos 6 anos de idade, ele provavelmente será obsoleto na vida adulta.

O psicólogo Albert Bandura, na Universidade de Stanford, fez um teste com crianças em idade pré-escolar. Ele as expôs a cenas de agressividade em vídeo por 30 minutos; ao mesmo tempo que mostrava a outro grupo de crianças, da mesma idade, cenas neutras, sem agressividade.

Após as exposições dos filmes, as crianças que haviam visto as imagens de cenas agressivas, apresentaram comportamentos agressivos e violentos. As que assistiram filmes neutros, não.

Este pequeno fato ressalta algo muito importante.

Como as crianças aprendem?

A maior parte do aprendizado de uma criança vem da observação e imitação do comportamento dos outros, tomados por modelos a serem seguidos.

As primeiras experiências sensoriais na infância são tão importantes e marcantes que tais impressões são as últimas a sobreviverem quando o cérebro se deteriora na senilidade, nos traumatismos físicos, mentais e quando ocorre a morte.

São elas, também, as primeiras a voltarem à recordação, após períodos de amnésia.

Para as crianças, a realidade é um estímulo suficiente para causar o encantamento. Por isso não se cansam de rirem de uma situação repetida, que os adultos rapidamente consideram chata.

Justamente o encantamento com a realidade e os estímulos naturais é que se arruínam com a exposição excessiva a telas e televisão.

Assistir a algo que passa na TV exige um olhar fixo, menos atenção e uma multidão de estímulos sensoriais e noções de recompensa. Uma leitura, por exemplo, exige o movimento dos olhos linha a linha, mais atenção e menos estímulos sensoriais.

Para as crianças influenciadas pela televisão, os livros estarão entre as coisas mais chatas do mundo, bem como a interação social com os familiares e outras crianças.

De acordo com os estudos da Dra. Samia Marsili, a influência da televisão na vida das crianças pode ser resumida da seguinte forma:

  • A exposição constante às telas leva a uma atrofia do córtex cerebral, pois reduz a receptividade de informações sensoriais.

O excesso de estímulos passados é tanto que a criança fica saturada. São tantas imagens, cores e sons, e tudo isso trocado com tanta velocidade, que a atenção da criança deixa de reter as informações mais importantes.

  • As crianças tornam-se mais impulsivas.

A dificuldade em conter impulsos vem da falta de maturidade cerebral para lidar com os estímulos sentidos. As crianças não possuem a capacidade de dizer sim ou não às sensações que têm, nem saber discernir o que é certo ou errado.

Quem faz a seleção do que é bom e do que é mau são os pais, os adultos presentes. Neste ponto se insere mais uma influência da televisão na educação infantil. Tudo o que é passado nas telas é recebido como aceitável.

A tela não é uma interface humana, não há filtro e a criança recebe todos os impulsos sem controle.

  • O uso de mídias sociais libera dopamina, o neurotransmissor relacionado ao vício.

Os pais que já tentaram retirar celulares e televisores dos filhos acostumados a isso provavelmente viram sinais de abstinência. Isso acontece, porque esse tipo de interação libera dopamina, ligada ao sistema de recompensa do cérebro e à sensação de bem estar.

Com o excesso, tem-se o vício em obter cada vez uma maior liberação de dopamina, aumentando o tempo usando mídias. Quando isso é cortado, algumas crianças choram, batem a cabeça na parede ou no chão e podem até agredir os pais.

  • Telas deixam as crianças mais ansiosas e mais desobedientes, mais desconcentradas e com maior dificuldade no desempenho de leitura.

Por causa dos excessos das telas e do padrão de estímulos que elas geram, o convívio com a família e a frequência em atividades com outras crianças em brincadeiras não virtuais são vistas como sem graça.

Crianças viciadas não se interessam por outras pessoas, por livros ou por brincadeiras.

  • O abuso de tela se relaciona a um menor desempenho em matemática e linguagem.

De acordo com a Dra. Samia Marsili, é um mito pensar que a televisão e os celulares deixam as crianças mais inteligentes por causa do maior estímulo e de uma suposta maior formação de sinapses neuronais.

Na verdade, o aumento de estímulo não é proporcional à capacidade cognitiva.

O maior problema descoberto ao se investigar o que a televisão faz com as pessoas, sobretudo crianças, está na atenção.

De forma análoga, a atenção é como o porteiro do cérebro e escolhe o que deixa ou não entrar, sendo que só merece entrar o que é essencial. A televisão acaba com o senso de essencial e periférico e acaba com o foco da atenção, deixando as crianças mais distraídas.

A capacidade de se concentrar diminui. Com tantos estímulos, a atenção não sabe o que reter de importante. E a inteligência consiste, precisamente, na retenção de informações e na relação entre elas.

Essa é a principal razão para o aumento da chance das crianças pré-escolares, expostas a mais de duas horas de telas, desenvolverem TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Essa chance aumenta em 8 vezes.

  • As crianças imitam o que veem.

A linguagem passa pelo interlocutor. É necessário que as crianças estejam com outras pessoas gesticulando, entonando, etc. Na TV, as pessoas são exageradamente felizes ou exageradamente tristes.

As crianças ficam desreguladas, o que é notável, porque elas passam a se expressar como se estivessem em um desenho animado.

  • Há um aumento no número de crianças que se mutilam e se suicidam.

Como não há senso de certo e errado, elas simplesmente agem de acordo com o que assistem e recebem. Isso, somado a diversas outras negligências vindas dos pais, pode culminar em situações drásticas.

  • Crianças expostas a telas constantemente não entendem porque recusar recompensas imediatas.

Quando a motivação dos filhos é sempre ganhar algo, sentir prazer, receber pontos, benefícios, presentes e recompensas em geral, elas perdem as motivações interiores que são as virtudes, o senso de dever e responsabilidade e o entendimento moral do que é bom ou mau, certo ou errado em si mesmo.

Outro aspecto importante é o da perda da habilidade de suportar uma situação difícil pensando em um bem futuro. As crianças influenciadas pelas telas tendem a ser imediatistas em ter o que querem.

  • Por último, inevitavelmente as crianças são expostas a pornografia e nudez, a imoralidades do mundo adulto que não fazem bem nem mesmo a pessoas já maduras.

Famílias que se livraram da televisão

Em um experimento feito no Japão, 42 famílias na cidade de Kobe aceitaram ficar sem televisão.

A primeira descoberta foram sinais de abstinência. Certa família não conseguiu ficar um dia sem televisão, outras quatro desistiram de participar e voltaram a assistir seus programas.

Quanto às outras, reportaram o seguinte à reportagem do The Daily Yomiuri:

“As pessoas relataram com entusiasmo que um sentimento de tranquilidade retornara a seus lares, que iam dormir e se levantavam mais cedo, liam mais, e que em geral gozavam de uma disposição de espírito mais saudável.
“Certa mãe disse que ela e seu esposo tinham agora animadas conversas com seus filhos, uma raridade quando o televisor era a companhia noturna primária deles.
“Outros disseram que seu filhos, que antes não levantavam um dedo para ajudar em casa, agora arrumam suas camas e ajudam a cuidar da louça.”

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