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Política•5 min de leitura

Tarcísio e Haddad levam disputa por Brasília ao último debate antes do primeiro turno

Candidatos trocaram acusações sobre crime organizado, saúde e economia e terminaram o confronto levando Lula, Bolsonaro e Flávio para o centro da discussão.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Haddad e Tarcísio
Fonte da imagem: Globo

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23h
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O último debate entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad antes do primeiro turno começou em São Paulo, mas terminou com a disputa presidencial dentro do estúdio.

Os candidatos ao governo paulista falaram sobre segurança, saúde, economia, transporte e educação. Ao longo do confronto, porém, Lula e Jair Bolsonaro apareceram repetidamente nas respostas dos dois.

Crime organizado abriu um dos confrontos mais fortes

Haddad perguntou a Tarcísio sobre a atuação do Comando Vermelho em cidades paulistas e defendeu a criação de uma agência antifacção.

Depois, questionou o governador por ter pedido votos para filhos do ex-vereador Milton Leite. Ele foi preso em uma investigação que apura suspeitas de infiltração do PCC no transporte público paulistano.

Tarcísio respondeu que sua relação com a família era institucional. Também afirmou que Haddad esteve ao lado de uma pessoa ligada ao PCC durante visita à Favela do Moinho.

As acusações envolvendo possíveis ligações com o crime organizado partiram dos próprios candidatos durante o debate.

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Saúde e economia

Saúde e economia levaram o confronto para Brasília. Haddad afirmou que as filas do SUS em São Paulo aumentaram e criticou a condução da pandemia durante o governo Bolsonaro.

Tarcísio respondeu com investimentos de sua gestão e acusou o governo federal de reduzir sua participação no financiamento da saúde.

Na economia, o governador atacou o desempenho fiscal do governo Lula e mencionou empresas em recuperação judicial.

Haddad, que foi ministro da Fazenda, rebateu lembrando precatórios do governo Bolsonaro e defendeu medidas adotadas pela atual gestão federal.

Educação

Educação também produziu um dos momentos de maior tensão. Haddad citou indicadores de alfabetização e afirmou que São Paulo ficou abaixo da média nacional.

Tarcísio respondeu lembrando que o estado recebeu do Ministério da Educação o Selo Ouro por ações de alfabetização.

Haddad disse que não conhecia a certificação. O selo reconhece políticas das secretarias, enquanto a taxa paulista de alfabetização ficou em 58,1%, abaixo dos 59,2% nacionais. 

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Flávio e Lula entraram no encerramento

Nas considerações finais, Tarcísio levou a disputa presidencial diretamente para o debate paulista.

Disse que São Paulo e Brasília precisam estar alinhados e declarou Flávio Bolsonaro como seu candidato à Presidência.

Haddad respondeu pelo outro lado. Defendeu Lula e atacou Flávio, a quem chamou de “ameaça para o país”.

Também afirmou que o senador estaria envolvido em escândalos sob investigação, mas não apresentou provas no debate para sustentar a acusação.

Assim, o último confronto antes do primeiro turno terminou com São Paulo e Brasília misturados no mesmo palco. O debate era pelo Palácio dos Bandeirantes, mas os dois candidatos usaram o encerramento para marcar posição também na corrida presidencial.

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