Política5 min de leitura

Semelhanças entre protestos no Brasil e na Venezuela chama atenção nas redes sociais

Manifestantes bloquearam a Avenida Paulista e queimaram boneco de Donald Trump.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Manifestação na Paulista
Fonte da imagem: Imagem:Adônis Guerra

Receba notícias gratuitamente em seu email

Centenas de manifestantes foram às ruas de São Paulo na noite de quinta-feira (10). O motivo foi a nova tarifa de importação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil.

Em frente ao Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, eles exibiram cartazes, gritaram palavras de ordem e atearam fogo a um boneco com a imagem de Donald Trump.

O protesto foi organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo com apoio de partidos como PSOL e PT. 

Manifestantes queimando boneco com o rosto de Donald Trump. Imagem: Roberto Sungi.

Segundo os organizadores, o protesto tinha dois alvos: criticar a política comercial de Trump e defender o aumento de impostos no Brasil.

Por um lado, o protesto era uma resposta às tarifas impostas pelo governo dos EUA de Trump;por outro, trazia símbolos que ultrapassavam a questão econômica.

Entenda a geopolítica mundial

A ação do presidente americano ocorreu depois dele criticar o BRICS, bloco que reúne o Brasil a países considerados inimigos da liberdade e do livre mercado, como o Irã, China e Rússia. 

Entenda esse cenário com o Original BP O Fim das Nações:

O mesmo contexto já foi visto no país vizinho 

Em novembro de 2019, milhares de venezuelanos foram às ruas de Caracas sob o governo de Nicolás Maduro.

Intitulada “contra o fascismo”, defendia o presidente contra seu adversário político Juan Guaidó. Na ocasião, foram exibidos cartazes com a imagem de Hugo Chávez, homenagens a Simón Bolívar e o lema “No más Trump” dominaram as ruas. 

Apoiadores de Maduro se manifestam na Venezuela. Foto: Cristian Hernandez/AFP.

Em outro momento do mesmo ano, Maduro convocou a população para um ato contra as sanções dos EUA, que na época impactaram a exportação de petróleo do país. 

O protesto resultou em um abaixo-assinado, firmado por Maduro. Segundo o ministro de comunicação do presidente, mais de 13 milhões de nomes foram entregues às Nações Unidas.

Tanto no caso de um protesto quanto no de outro, o presidente alegava luta pela soberania nacional.

Embora os contextos sejam distintos, as palavras de ordem, os alvos dos protestos e até os símbolos usados nas ruas brasileiras e venezuelanas guardam semelhanças que foram notadas por pessoas que comentaram nas redes sociais.

Um exemplo foi Felipe Tadewald, que escreveu em uma publicação:

“Em novembro de 2019 centenas de MILHARES de venezuelanos foram às ruas:
A favor de Maduro 
Pela soberania da Venezuela 
Contra as sanções dos EUA 
Contra relatórios e atuação "golpista" da OEA
Para um bom entendedor, meia palavra basta”.

As bandeiras eram outras, mas o tom, os símbolos e os alvos foram parecidos. E para quem acompanhou de longe, a semelhança não passou despercebida.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

[VENDA] Clube do Livro
[VENDA] Clube do Livro