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"Se ele cobrar 50%, vamos cobrar 50% dele”. Lula reage a Trump e culpa filho de Bolsonaro

Presidente também defendeu o Judiciário em entrevista exclusiva que vai ao ar às 19h50.

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Redação Brasil Paralelo
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Lula durante entrevista sobre as tarifas de Trump.
Fonte da imagem: R7

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Lula deu uma entrevista exclusiva à Record TV, na qual ele comentou as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros anunciadas por Trump

A entrevista, gravada no Palácio da Alvorada, vai ao ar nesta quinta-feira (10), às 19h50, no Jornal da Record.

Resposta pela reciprocidade

Lula defendeu que a resposta brasileira à nova taxação americana será "pela reciprocidade".

"Se ele cobrar 50%, vamos cobrar 50% dele. Temos vários caminhos. Podemos recorrer à OMC, propor investigações internacionais... Mas o principal é mostrar que o Brasil se respeita."

Ele anunciou a criação de um comitê com empresários para repensar a política comercial com os EUA e reforçou que "o Brasil é um país em que tudo se resolve na conversa".

  • Entenda melhor as tarifas americanas contra o Brasil com o episódio especial de Magna Carta, que vai ao ar às 20 horas. Clique aqui e acesse o nosso canal do YouTube.

Lula crítica Trump

Lula disse que a carta em que Trump anunciou a medida foi "absurda" e destacou que chefes de Estado não costumam tomar esse tipo de atitude através das redes sociais.

O documento foi compartilhado na rede social do presidente americano, a Truth Social, na noite de domingo, 9 de julho.

Por esses motivos, Lula disse que Trump não se comporta como um presidente e o chamou de “pretendente”:

"Achei aquela carta do pretendente, porque ele não é presidente, é pretendente, absurda. Não é costume ficar mandando recado por rede social para um chefe de Estado."

Lula também defendeu o Judiciário brasileiro, rebatendo as acusações de Trump de "censura ilegal" contra o STF:

"Se o que Trump fez no Capitólio tivesse acontecido aqui, ele estaria sendo processado como o Bolsonaro e poderia até estar preso. Aqui, o Judiciário é autônomo, sobretudo o STF."
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Brasil tem déficit em exportações com os EUA

O presidente ainda desmentiu a alegação de Trump de que os EUA se prejudicam em negócios com o Brasil.

Estatísticas americanas comprovam que os EUA tiveram um superávit de R$2,2 trilhões nas relações com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos. 

Ele também rejeitou a tese de que o Brasil busca censurar plataformas digitais, afirmando que:

"Quem estabelece as regras no Brasil é o Congresso Nacional e o Judiciário. Nenhuma empresa estrangeira pode vir aqui e ignorar nossas leis. Trump precisa entender isso. Aqui não é território sem lei."

Acusação contra Eduardo Bolsonaro

Lula foi atribuiu parte da ofensiva americana à influência de Eduardo Bolsonaro na política americana:

"O ex-presidente deveria assumir sua responsabilidade. Foi o filho dele quem foi lá influenciar Trump, que agora tenta interferir em um processo que está na Suprema Corte brasileira. E aqui, decisão judicial se cumpre."

Lula reforçou que o Brasil é um país soberano e que "não aceitará ser tutelado por ninguém". 

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