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Réu do 8 de Janeiro morre antes do fim do processo no STF

Ronaldo Édison Richard respondia em liberdade e era acusado de financiar uma caravana para Brasília. Defesa negava a acusação.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Ronaldo Édison Richard
Fonte da imagem: Reprodução

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Ronaldo Édison Richard morreu antes de saber o desfecho do processo que respondia no Supremo Tribunal Federal.

Ele tinha 63 anos e morreu na última segunda-feira (10), em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pela Associação de Familiares e Vítimas do 8 de janeiro, a Asfav.

Segundo a entidade, a causa da morte foi um infarto.

Ele era réu e respondia ao processo em liberdade. A Procuradoria-Geral da República o denunciou pelos crimes de golpe de Estado, associação criminosa, dano e depredação do patrimônio público. A denúncia foi recebida pelo STF.

O ponto central da acusação era uma caravana que saiu do Rio Grande do Sul com destino a Brasília.

Segundo a PGR, Ronaldo financiou a viagem de um dos integrantes do grupo que chegou à capital federal e participou dos ataques.

A defesa sempre negou essa versão.

Em manifestação enviada ao Supremo, os advogados afirmaram que Ronaldo não bancou a viagem. Segundo eles, o réu apenas assinou uma autorização para a saída de um ônibus da garagem.

Os defensores também destacavam que ele era réu primário e tinha bons antecedentes.

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Processo ainda não havia terminado

Ronaldo já havia sido alvo da Operação Lesa Pátria, investigação da Polícia Federal sobre os atos de 8 de janeiro.

Em janeiro de 2024, foi preso em flagrante no Rio Grande do Sul por posse irregular de arma de fogo. Na mesma ocasião, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados.

Depois, ele passou a responder ao processo relacionado aos atos de 8 de janeiro.

A ação ainda estava em andamento no STF.

Em fevereiro, Alexandre de Moraes deu 15 dias para as partes apresentarem as alegações finais. Em março, a sessão do caso foi retirada de pauta.

Com a morte de Ronaldo, o processo deverá seguir os procedimentos previstos pela Justiça.

Em nota, a Asfav lamentou o falecimento e afirmou que Ronaldo morreu enquanto aguardava o fim do processo.

A entidade disse prestar solidariedade aos familiares e amigos e declarou que o caso marcou profundamente a vida dele e de sua família.

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Leia a nota na íntegra

“É com profundo pesar que a ASFAV comunica o falecimento do senhor Ronaldo Édison Richard.

Ronaldo é mais uma vítima do 8 de Janeiro que parte enquanto aguardava que a Justiça fosse feita, sem que pudesse acompanhar o desfecho de um processo que marcou profundamente sua vida e a de sua família.

Neste momento de dor, a ASFAV manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos de Ronaldo, compartilhando o sentimento de perda e reafirmando seu compromisso com a memória, a dignidade e a busca por Justiça para todas as vítimas do 8 de Janeiro.

Que Deus conforte seus familiares e amigos e conceda a todos força para atravessar este momento de profunda tristeza”.

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