O conteúdo do inquérito segue sob sigilo apesar da decisão de Edson Fachin.

Em julho, o ministro André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para investigar Flávio Bolsonaro por causa do filme sobre Bolsonaro.
Na determinação, a Polícia Federal recebeu a autorização para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi consultada e se mostrou favorável à investigação.
Mendonça autorizou que a PF realizasse todo o trabalho de diligência possível que não necessitasse de uma ordem judicial.
O ministro também autorizou que fossem realizadas investigações contra Eduardo Bolsonaro e o ex-ministro Mário Frias.
O ator foi alvo de uma outra operação da Polícia Federal ontem (10), sem relação com o caso Master, para investigar supostos desvios de recursos para o filme.
Entenda a crise institucional envolvendo o caso Master com o especial da Brasil paralelo. Assista completo abaixo:
A decisão de Edson Fachin levou à abertura de uma série de ramificações da operação Compliance Zero.
Foram reveladas mais informações mais detalhadas sobre o contrato de 131 milhões da esposa de Moraes com o Banco Master.
O inquérito sobre A Turma, milícia criada para investigar e ameaçar pessoas do interesse de Vorcaro também se tornou público.
Além disso, a abertura lançou luz sobre a relação do banqueiro com funcionários do Banco Central e influenciadores contratados para tentar controlar a narrativa em favor do Master.
No entanto, outras investigações seguem fechadas para o público, como o caso do filme Dark Horse e os que envolvem políticos com mandato, como o caso de Jaques Wagner (PT) e Ciro Nogueira (PP).