Segurança pública5 min de leitura

Pré-candidato ao Senado é alvo da Polícia Federal em esquema bilionário no Rio

PF cumpre 19 mandados de busca contra rede de postos suspeita de lavar dinheiro no Rio.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Polica Federal
Fonte da imagem: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta terça-feira a sexta fase da Operação Unha e Carne. A ação tem como alvo uma organização suspeita de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro no Rio de Janeiro.

Entre os alvos estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e atual pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do estado.

De acordo com um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo teria movimentado mais de R$7,6 bilhões nos últimos seis anos. As investigações também apuram a participação de agentes públicos no esquema.

Os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em diversas regiões do estado do Rio. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.

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Pré-candidato ao senado envolvido

Márcio Canella foi vereador de Belford Roxo, depois deputado estadual por três mandatos, e chegou a ser vice-prefeito da cidade entre 2017 e 2019.

Eleito prefeito em 2024, renunciou ao cargo em abril deste ano para concorrer ao Senado, com apoio de Flávio Bolsonaro.

Marcus Amim comandou a Polícia Civil do Rio entre outubro de 2023 e agosto de 2024, após a Assembleia Legislativa aprovar uma lei que permitiu a delegados com menos de 15 anos de carreira assumir o cargo.

Em 2018, ainda como deputado, Canella propôs que Amim recebesse a Medalha Tiradentes, principal honraria da Alerj.

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A operação já atingiu autoridades civis e religiosas

A investigação começou apurando um suposto vazamento de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho. A primeira fase levou à prisão do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, hoje cassado.

A segunda prendeu um desembargador do TRF-2 suspeito de repassar informações a Bacellar.

Já a terceira e a quarta fases resultaram em novas prisões, incluindo a de um deputado estadual investigado por fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio.

Na fase mais recente antes desta, na última quinta-feira (2), a PF prendeu o pastor Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio e do cantor Saulo Poncio, investigado por ligação com um esquema de comércio ilegal de cigarros conhecido como "Máfia do Cigarro".

Na ocasião, também foram cumpridos mandados contra o chamado "bicheiro" Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e novamente contra Bacellar, ambos já presos.

As defesas de Márcio Canella e Marcus Amim ainda não se manifestaram.

A Brasil Paralelo investigou a crise de segurança brasileira em uma das maiores produções sobre o tema, a série Entre Lobos.

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