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Atualidades•5 min de leitura

Por que o feminismo voltou à tona após a eleição de Eduarda Campopiano?

Aos 23 anos e com quase 2 milhões de votos, a deputada eleita recolocou o tema no debate político e abriu espaço para uma discussão sobre as origens e principais pensadoras do feminismo.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Eduarda Campopiano
Fonte da imagem: Reprodução

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Eduarda Campopiano saiu das urnas com um número difícil de ignorar.

Aos 23 anos, a candidata do PL recebeu 1.956.238 votos e se tornou a deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026.

Foi a segunda maior votação nominal da história da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. O recorde continua com Janaína Paschoal, que recebeu 2.060.786 votos em 2018.

Campopiano construiu parte de sua projeção pública com críticas ao feminismo. Depois da eleição, o interesse pelo tema cresceu também nas buscas na internet. Termos relacionados ao movimento registraram alta nos dias seguintes à votação.

O resultado trouxe de volta uma pergunta que atravessa décadas.

Afinal, de onde vieram algumas das ideias que moldaram o feminismo moderno?

Uma mulher mudou parte desse debate

É difícil responder sem passar por Simone de Beauvoir. A escritora e filósofa francesa publicou O Segundo Sexo em 1949.

A obra se tornaria um dos textos mais influentes do pensamento feminista no século XX e teria impacto especialmente forte sobre autoras e movimentos ligados à chamada segunda onda do feminismo.

Curiosamente, Beauvoir não se identificava como feminista quando escreveu o livro. Ela só adotaria publicamente essa definição anos depois, em 1972.

Sua obra discutia como a sociedade ajudava a construir aquilo que se entendia por “mulher”. Essa reflexão se tornaria uma das bases para debates posteriores sobre sexo, gênero, liberdade e relações entre homens e mulheres.

Mas sua trajetória não ficou restrita aos livros.

Beauvoir participou ativamente da vida intelectual e política francesa, manteve longa relação com Jean-Paul Sartre e se envolveu em campanhas públicas que ainda hoje provocam debates sobre seu legado.

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Como Beauvoir se tornou referência para o feminismo

Quase quatro décadas depois de sua morte, suas ideias continuam presentes tanto entre quem as reivindica quanto entre quem as critica.

E entender essa influência exige ir além de frases isoladas.

Por isso, a Brasil Paralelo produziu A Face Oculta de Simone de Beauvoir, documentário que percorre sua trajetória, suas ideias e as controvérsias que acompanharam sua vida.

Em um momento em que o feminismo voltou ao centro do debate político, conhecer uma de suas principais referências ajuda a entender melhor de onde vieram muitas dessas discussões.

Assista a A Face Oculta de Simone de Beauvoir na Brasil Paralelo.

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