O político alegou que não era o verdadeiro dono da arma de guerra.

Durante uma ação, a Polícia Federal encontrou um fuzil no carro do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella.
Os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão contra o político, que se tornou alvo da Operação Unha e Carne.
Os agentes investigam um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$7,6 bilhões com postos de combustíveis.
"Operação Unha e Carne VI - um dos alvos da operação, investigado como braço político do grupo, foi preso em flagrante pelo crime de possuir ou portar arma de fogo de calibre restrito, após os policiais encontrarem um fuzil .556 no interior de seu veículo", informou a PF.
Com o armamento pesado, Canella foi preso preventivamente po porte ilegal de arma de fogo.
O ex-prefeito, que agora concorre a uma vaga no Senado, alegou à rede Globo que o fuzil não era seu.
Os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em diversas regiões do estado do Rio.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo.
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.
A investigação começou apurando um suposto vazamento de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho.
Na fase mais recente antes desta, na última quinta-feira (2), a PF prendeu o pastor Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio e do cantor Saulo Poncio.
Ele é investigado por ligação com um esquema de comércio ilegal de cigarros conhecido como "Máfia do Cigarro".
Na ocasião, também foram cumpridos mandados contra o chamado "bicheiro" Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. As defesas de Márcio Canella e Marcus Amim ainda não se manifestaram.
O caso de Márcio Poncio está sob investigação e ele não foi julgado ou condenado até o momento.
Apesar disso, a investigação chama ainda mais atenção por se tratar de uma figura religiosa que pode estar ligada ao esquema.
O pastor Josué Valadão, da Igreja Batista Atitude, deu uma forte declaração à Brasil paralelo sobre pessoas que se apropriam das bandeiras evangélicas por questões políticas e econômicas:
“Tem muito político que o favor que ele me faria é nunca mais dizer que é evangélico, porque são corruptos”.
O líder religioso foi um dos entrevistados no novo documentário da Brasil Paralelo, O Brasil Evangélico. Assista ao trailer abaixo:
Clique aqui para não perder o lançamento no canal do Youtube da Brasil Paralelo a partir do dia 8 de julho.