Papa Leão XIV faz história e é o primeiro pontífice a votar nas eleições de seu país
O líder da Igreja Católica enviou pelo correio seu voto nas eleições legislativas dos EUA.

O Vaticano confirmou que o papa Leão XIV votou por correspondência nas eleições legislativas americanas.
Em um comunicado oficial, ele falou em sua “crença no direito e no dever dos cidadãos de participar dos processos democráticos”.
Além disso, confirmou que exerceu seu direito ao voto quando morou no Peru “sempre que pôde fazê-lo”.
Segundo a NBC, a cédula enviada pelo Vaticano ainda não chegou pelos correios. Nos EUA, os eleitores podem optar por encaminhar seus votos por correspondência.
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Papa tem problemas com Trump
Eleito líder da Igreja Católica após o conclave do ano passado, Robert Prevost é o primeiro americano a assumir essa posição.
Desde o início de seu pontificado, a relação com o governo Trump tem sido marcada por tensão, por conta de seu posicionamento sobre pautas como imigração.
Em janeiro, oficiais da defesa americana chegaram a fazer ameaças a diplomatas do Vaticano durante uma reunião a portas fechadas no Pentágono.
Segundo relatos de religiosos ouvidos pelo jornal The Free Press, os militares afirmaram que as forças armadas americanas têm poder para fazer o que quiserem e que seria melhor se a Igreja Católica estivesse ao seu lado.
O encontro envolveu o subsecretário de Defesa para Políticas, Elbridge Colby, e o então representante diplomático do Vaticano nos EUA, o cardeal Christophe Pierre.
À medida que a conversa avançava, um dos oficiais americanos recorreu a um episódio chamado “Cativeiro de Avignon”.
Isso é uma referência ao período entre 1309 e 1377, quando os papas deixaram Roma e passaram a residir em Avignon, na França.
Naquele momento, a coroa francesa passou a ter uma forte influência sobre as decisões da autoridade espiritual.
Trump pode perder apoio no Congresso
O presidente americano conseguiu uma votação histórica em 2024, garantindo o controle de ambas as casas.
Isso permitiu que ele tivesse mais liberdade para guiar a política externa do país, já que tinha um amplo apoio do Congresso.
No entanto, o resultado desta terça-feira (3) pode mudar isso, já que as pesquisas apontam para uma vantagem dos democratas.
Um levantamento divulgado pela NBC News faz uma média das pesquisas eleitorais e aponta para uma vantagem dos democratas.
O balanço mostra que a oposição deverá terminar com aproximadamente 52% das cadeiras no Congresso, contra 44% para o governo.
Para chegar a esse resultado, foram analisadas mais de 128 pesquisas independentes, praticamente todas marcando um avanço democrata.
As midterms são conhecidas como uma espécie de termômetro da popularidade do presidente, ou seja, costumam refletir a satisfação da população.
No caso de Trump, isso parece deixar o cenário ainda mais difícil. Seguindo uma metodologia semelhante, a NBC mostra que ele tem uma rejeição de 60% atualmente.
Enquanto isso, sua taxa de aprovação está beirando os 38%, em um comparativo com mais de 100 pesquisas.
Para tentar reverter esse cenário eleitoral ameaçador, Trump tem se lançado em uma campanha agressiva.
Ao longo dos últimos meses, o presidente viajou por todos os EUA participando de comícios do Partido Republicano.
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