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Política•5 min de leitura

Pancadaria na federal: manifestantes de esquerda e direita entram em confronto em ato anti-Lula na UFRN

Manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro provocou reação de estudantes na UFRN. Confronto terminou com socos, empurrões e um portão danificado.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Manifestantes se empurram junto a grades durante confronto na UFRN
Fonte da imagem: —

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Um protesto contra Lula terminou em agressões dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, nesta segunda-feira (19).

A manifestação, organizada por um movimento de direita, provocou a reação de estudantes contrários ao ato. O confronto deixou ao menos um aluno ferido e um portão da universidade danificado.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram os dois grupos frente a frente, separados por uma estrutura de ferro.

Os manifestantes trocaram provocações até que a discussão evoluiu para empurrões, socos e chutes.

Um estudante de Jornalismo sofreu ferimentos na boca e teve os óculos quebrados durante a confusão.

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Protesto reuniu parlamentares e provocou reação de estudantes

O ato, chamado de “Vire à direita: UFRN anti-Lula”, foi organizado por integrantes do movimento Direita UFRN.

Participaram o deputado federal General Girão (PL), a vereadora Camila Araújo (PL) e o presidente estadual do Novo, Renato Cunha Lima.

O grupo criticava o governo Lula e manifestava apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Os manifestantes levaram bandeiras do Brasil, um carro de som e um boneco inflável que representava Lula vestido de presidiário.

Estudantes contrários ao protesto se aproximaram e começaram a gritar “recua, fascista, recua”.

A discussão aumentou até que os grupos se enfrentaram fisicamente.

Segundo o UOL, professores tentaram separar os manifestantes durante a confusão.

[VENDA] Carlos Lacerda

Grupos trocam acusações após confronto

General Girão responsabilizou os estudantes contrários ao protesto pelas agressões. Segundo ele, um apoiador também foi atingido por uma pedra.

A vereadora Camila Araújo afirmou que o ato havia sido planejado para ocorrer pacificamente e acusou opositores de danificar o boneco inflável.

Por outro lado, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a Associação de Pós-Graduandos da UFRN condenaram a manifestação e prestaram solidariedade ao estudante ferido.

As entidades afirmaram que a universidade deve ser um espaço de pluralidade de ideias, sem violência ou intimidação.

O diretório estadual do PT alegou que o protesto ocorreu em local não autorizado e prejudicou as aulas com o uso de carros de som.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte foi acionado para apurar uma denúncia de propaganda eleitoral irregular.

Até a publicação das primeiras reportagens, a UFRN não havia divulgado posicionamento oficial sobre o confronto.

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[VENDA] Carlos Lacerda
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