Relatório aponta que parte dos pagamentos segue sob sigilo porque envolve pessoas com foro privilegiado e depende de autorização do STF para ser liberada.

Mais uma parte do caminho do dinheiro de Daniel Vorcaro veio a público. André Mendonça retirou o sigilo do processo que reúne pagamentos feitos pelo empresário e por empresas ligadas ao Banco Master.
O material mostra que a Polícia Federal tentou rastrear possíveis movimentações de dinheiro ilícito e pediu ajuda ao Coaf, órgão responsável por identificar operações financeiras suspeitas.
O Coaf encontrou pagamentos para pessoas com foro privilegiado e não entregou esses dados à PF. Para isso, seria necessária uma autorização do STF.
A Polícia Federal pediu essa autorização a Mendonça, mas o processo divulgado não registra uma decisão do ministro sobre esse ponto.
Por isso, essa parte dos pagamentos continua fora do material aberto ao público.
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Entre os dados liberados aparecem mais de R$57 milhões destinados à Igreja Batista da Lagoinha entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025.
O relatório mostra as transferências, mas isso, por si só, não significa que os valores tenham origem ilícita.
A igreja já havia aparecido em outras apurações e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, atuava como pastor na instituição.
O documento também registra R$22 mil enviados a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário.
A retirada do sigilo foi defendida por Alexandre de Moraes e pela Procuradoria-Geral da República.
O movimento acontece na véspera da sessão em que o STF vai discutir se abre uma investigação contra Moraes por causa das mensagens trocadas com Vorcaro.
Com a nova abertura, parte do caminho do dinheiro ficou mais visível.
Mas os pagamentos que alcançam pessoas com foro privilegiado ainda permanecem sob segredo de Justiça.
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