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Política•5 min de leitura

Justiça manda PF investigar Ana Elisa após ação de Flávio

A deputada eleita afirmou que ainda não teve acesso ao inquérito e classificou o processo como mais uma tentativa do senador de silenciá-la.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Flávio Bolsonaro e Ana Elisa
Fonte da imagem: Reprodução

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Próximo envio em
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45s

Uma publicação feita durante a campanha saiu das redes sociais e agora será investigada pela Polícia Federal.

A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou a abertura de inquérito contra a deputada federal eleita Ana Elisa, do PT, após uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro.

O caso envolve postagens sobre Nossa Senhora Aparecida.

Segundo a defesa de Flávio, Ana Elisa publicou no X que bolsonaristas estariam tentando retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.

Os advogados sustentam que a publicação divulgou uma informação falsa durante a campanha eleitoral.

O juiz Orlando Israel de Souza considerou que havia elementos para aprofundar a apuração.

Ele determinou que o X preserve os registros das publicações feitas entre 24 de setembro e 8 de outubro. O processo também foi encaminhado à Polícia Federal de Divinópolis e à Procuradoria-Geral Eleitoral.

Ana Elisa afirmou que ainda não teve acesso ao inquérito e classificou o processo como mais uma tentativa de Flávio de silenciá-la.

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Justiça recusou impedir novas publicações

A defesa de Flávio também pediu que Ana Elisa fosse proibida de publicar ou compartilhar novos conteúdos considerados falsos sobre a eleição.

O juiz recusou essa parte.

Segundo a decisão, o pedido era amplo e indeterminado. A divulgação de fatos sabidamente falsos na propaganda eleitoral já é proibida pelo Código Eleitoral.

Ana Elisa disse que ainda não teve acesso ao inquérito e acusou Flávio de tentar silenciá-la. Em outra publicação, questionou por que o candidato teria “tanto medo” do que ela diz.

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Polêmica começou após uma notícia falsa

Nossa Senhora Aparecida entrou no centro da campanha depois que circulou uma notícia falsa de que Flávio poderia retirar o título de Padroeira do Brasil.

Não há registro de que o candidato tenha defendido essa mudança.

A história recuperava um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Professor Victório Galli.

A proposta pretendia alterar a denominação para “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”, mas foi rejeitada e posteriormente arquivada. Flávio não participou da apresentação nem da tramitação do texto.

A campanha do candidato passou então a recorrer à Justiça contra publicações que associavam a proposta a ele.

Agora, uma dessas postagens deixou de ser apenas parte da disputa nas redes e passou a integrar uma investigação criminal eleitoral.

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