Justiça manda PF investigar Ana Elisa após ação de Flávio
A deputada eleita afirmou que ainda não teve acesso ao inquérito e classificou o processo como mais uma tentativa do senador de silenciá-la.

Uma publicação feita durante a campanha saiu das redes sociais e agora será investigada pela Polícia Federal.
A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou a abertura de inquérito contra a deputada federal eleita Ana Elisa, do PT, após uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro.
O caso envolve postagens sobre Nossa Senhora Aparecida.
Segundo a defesa de Flávio, Ana Elisa publicou no X que bolsonaristas estariam tentando retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.
Os advogados sustentam que a publicação divulgou uma informação falsa durante a campanha eleitoral.
O juiz Orlando Israel de Souza considerou que havia elementos para aprofundar a apuração.
Ele determinou que o X preserve os registros das publicações feitas entre 24 de setembro e 8 de outubro. O processo também foi encaminhado à Polícia Federal de Divinópolis e à Procuradoria-Geral Eleitoral.
Ana Elisa afirmou que ainda não teve acesso ao inquérito e classificou o processo como mais uma tentativa de Flávio de silenciá-la.
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Justiça recusou impedir novas publicações
A defesa de Flávio também pediu que Ana Elisa fosse proibida de publicar ou compartilhar novos conteúdos considerados falsos sobre a eleição.
O juiz recusou essa parte.
Segundo a decisão, o pedido era amplo e indeterminado. A divulgação de fatos sabidamente falsos na propaganda eleitoral já é proibida pelo Código Eleitoral.
Ana Elisa disse que ainda não teve acesso ao inquérito e acusou Flávio de tentar silenciá-la. Em outra publicação, questionou por que o candidato teria “tanto medo” do que ela diz.
Polêmica começou após uma notícia falsa
Nossa Senhora Aparecida entrou no centro da campanha depois que circulou uma notícia falsa de que Flávio poderia retirar o título de Padroeira do Brasil.
Não há registro de que o candidato tenha defendido essa mudança.
A história recuperava um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Professor Victório Galli.
A proposta pretendia alterar a denominação para “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”, mas foi rejeitada e posteriormente arquivada. Flávio não participou da apresentação nem da tramitação do texto.
A campanha do candidato passou então a recorrer à Justiça contra publicações que associavam a proposta a ele.
Agora, uma dessas postagens deixou de ser apenas parte da disputa nas redes e passou a integrar uma investigação criminal eleitoral.
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